quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Devaneios etcétera e tal...: Que presente te dar?
Devaneios etcétera e tal...: Que presente te dar?: "Que presente te darei, eu que tanto quero e pouco dou, porque mesquinho, egoísta, distraído não te cumulo daquilo que deveria cumular? Deve..."
Que presente te dar?
Que presente te darei, eu que tanto quero e pouco dou, porque mesquinho, egoísta, distraído não te cumulo daquilo que deveria cumular?
Deveria desatar inúmeros presentes ao pé da árvore,entreabrindo jóias, tecidos, requintados e pessoais objetos, ou deveria dar-te o que não posso buscar lá fora, mas o que em mim está fechado e mal sei desembrulhar?
Gostaria de dar-te coisas naturais, feitas com a mão, como fazem os camponeses, os artesãos, como faz a mulher que ama e prepara o Natal com seus dedos e receitas, adornos e atenção.
Te dar, talvez, um pedaço de praia primitiva, como aquelas do Nordeste, ou de antigamente - Búzios e Cabo Frio; um pedaço de mar das Ilhas do Caribe, onde a água e o amor são transparentes e onde a areia é fina e brilhante e, sozinhos, habitam a eternidade, os amantes.
Te dar aquele verso de canção um dia ouvida não sei mais aonde, se numa tarde de chuva, se entre os lençóis cansados; um verso, uma canção ou talvez o puro som de um saxofone ao fim do dia, som que tem qualquer coisa de promessa e melancolia.
Fugir uma tarde contigo para os motéis, quando todos os homens se perdem nos papéis e escritórios, números e tensões: fugir contigo para uma tarde assim,um espaço de amor entreaberto na peça que nos prega a burocracia dos gestos.
Gravar numa fita as canções que me fazem lembrar de ti e ouví-las, ou tocar de algum modo, em algum cassete as frases que disseste, que em mim gravaste: frases líricas, precisas, que quando estou cinza, relembro e me iluminam.
Te enviar todos os cartões que colecionas, de todos os lugares que conheço ou que tu nem imaginas, ir a essas paisagens e ilhas e habitá-las com os selos e palavras de interminente paixão.
Dar-te aquela casa de campo entre montanhas, aquele amor entre a neblina, aquele espaço fora do mundo, fora de outros espaços, sem telefone, sem estranhas ligações, para ali nos ligarmos um no outro em una e dupla solidão.
Se queres jóias, te darei. Aqueles corais que vendem na Ponte Vecchia, em Florença; o âmbar ou as pérolas que expõem nas lojas do Havaí; aquelas pedras de vidro para iridescentes colares, que vendem em Atenas, ao pé da Plaka, ao pé da Acrópole, que amorosa nos contempla.
Te dar numa viagem os castelos do Loire, e sair comendo e rindo juntos no roteiro gastronômico franco-italiano; ali comendo e aqueles vinhos bebendo, de tudo nos esquecendo, sobretudo dos remorsos tropicais de quem tem sempre ao lado um faminto desamparado, de culpa nos ferindo.
Te darei flores. Sempre planejei fazer isto. Tão simples: de manhã acordar displicente e começar a colher flores sob a cama. Ir tirando buquês de rosas, margaridas, vasos de íris, orquídeas que estão desabrochando e, uma a uma, de flores ir te cumulando. E amanhecendo dirás: o amado hoje está mel puro, seu amor aflorou e está me perfumando.
Escrever bilhetes pela casa inteira, metê-los entre as roupas, armários, prateleiras, pra que na minha ausência comeces a desdobrar recados daquele que nunca se ausentou, embora esse ar de quem vive partindo, mas, se alguma vez partiu partido foi para reunido regressar.
Te dar um gesto simples. Passar a mão de repente sobre tua mão, como se apalpa a vida ou fruto que pede para ser colhido.
Te dar um olhar, não aquele olhar distraído, alienado de quem está nas coisas prosaícas perdido, mas um olhar de quem chegou inteiro e que se entrega enternecido e desamparado dizendo: olha, sou teu, agora veja lá o que vai fazer comigo.( Affonso Romano de Sant'Anna)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Um vislumbre do fim.
Este trecho de Clarice Lispector traduz (infelizmente) meu estado de alma neste final de ano.
Que 2011 me revigore em esperanças.Amém
Uma vez eu irei.
Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações.
Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria.
Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou!
Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo.
Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”
Que 2011 me revigore em esperanças.Amém
Uma vez eu irei.
Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações.
Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria.
Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou!
Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo.
Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”
Devaneios etcétera e tal...: DILEMA SENTIMENTAL.
Devaneios etcétera e tal...: DILEMA SENTIMENTAL.: "Prezada Consultora Sentimental ! Aprecio muito sua coluna e recorro a você para pedir conselho num dilema extremamente sério. Eu tenh..."
DILEMA SENTIMENTAL.
Prezada Consultora Sentimental !
Aprecio muito sua coluna e recorro a você para pedir conselho num dilema extremamente sério.
Eu tenho uma namorada que eu amo intensamente e quero casar com ela. O meu problema e' que tenho receio que a minha gata não se identifique com a minha família, e isso venha a gerar conflitos no nosso relacionamento.
Papai é chefe do tráfico e tem atuação muito forte aqui no Rio. Ele conheceu a minha mãe numa casa de tolerância e conseguiu tirá-la dessa vida. Hoje ela tem sua própria zona com mais de duzentas mulheres e homens, e não precisa mais exercer esse trabalho pessoalmente; só de vez em quando, pra se manter por dentro das tendências do mercado.
Tenho três irmãos e duas irmãs que eu conheço pessoalmente. O mais velho é deputado federal. O segundo tinha problemas, mas mudou muito de vida depois que cumpriu a pena por sequestro e estupro e hoje é bispo da Igreja Universal da Glória de Jesus, já ressuscitou mais de catorze mortos e curou mais de 3.000 aidéticos e vive bem com a graça de Deus com suas quatro esposas em Jurerê Internacional. Meu terceiro irmão abandonou a milícia que ele comandava no Complexo do Alemão, se arrependeu dos presuntos que ele tem no currículo, saiu do armário faz uns oito meses e hoje é travesti e trabalha na rua do Jóquei em São Paulo, mas ele faz só ativo. Apesar de ter virado a casaca e largado o Mengão pra virar curintiano por causa do Ronaldo, ele é um menino bom e não causa preocupação na família. A gente vê que ele tá bem encaminhado.
A minha irmã mais velha casou com o avô da ex-namorada lesbica dela, que está em estado vegetativo por causa de um derrame que ele teve quando o bicho pegou na época do mensalão. Ela abriu sua própria empresa em parceria com um sindicato, um despachante e um cartório, e hoje vende autopeças procedentes de veículos "sumidos" de outros Estados.
Quanto a minha irmã caçulinha de dezoito anos, trabalha de dia como atriz nas Brasileirinhas e de noite ajuda a mamãe, só que ainda na fase do atendimento direto ao cliente, pra poder pegar o know-how do negócio a partir da base.
Bom, Marcella, a minha pergunta é a seguinte: você acha que eu devo revelar de uma vez ou ir revelando pouco a pouco pra minha namorada que eu tenho um irmão deputado?
"Anônimo da Barra-RJ."
sábado, 18 de dezembro de 2010
O que as mulheres procuram...
Primeiramente, nós mulheres somos por demais heterogêneas, portanto, a verdade para mim pode ser mentira para outro ser semelhante.
Adoro homem que me faz rir mas aquele humor refinado e não com piadas antigas ou grosseiras.
Homem que dança (e sabe conduzir)e até aquele que fecha os olhos e deixa o ritmo lhe guiar a música nas veias.
Adoro homem inteligente e sensível que realmente me escute, e não apenas finja que me escuta enquanto observa o meu decote... Os introvertidos me fascinam, me provocam com seu silêncio perturbador e aquele ar de quem tudo vê e nada revela... Mas que não seja introvertido em excesso, saia do seu mundo de vez em quando, venha explorar o meu...
Amo homem que compreende o que lê, homem curioso, jamais satisfeito com aquilo que sabe, sempre querendo mais.
Gosto de homens romanticos, não os que fingem sê-lo só para terminar na cama, porque afinal de contas, em pleno século vinte e um, só homem burro mente que quer compromisso se o que ele quer é uma noite... Homens, acordem! Mulher procurando prazer tem por aí aos montes, deixem as românticas e conservadoras (que também existem) no cantinho cor-de-rosa delas...
Dispenso os materialistas, os esnobes, presunçosos, engomadinhos... fujo dos preconceituosos e abomino os machistas. Não me misturo com os ratos de academia nem com os ratos de biblioteca. Os primeiros esqueceram de exercitar o cérebro; os segundos, de viver, tomar sol, relacionar-se...
Playboys, sedutores baratos e narcisistas: não, obrigada. Estão em falta homens com personalidade (mulheres, também)... com auto-estima sólida, mas maleabilidade suficiente para admitir erros, para cultuar a humildade, a simplicidade, a verdade.
Enfim, não existe um manual que contenha o que "as mulheres" gostam; a verdade é bem mais complexa: cada mulher é um universo único, com seus próprios valores e preferências... a cada homem cabe descobrir, com a habilidade que lhe for peculiar, do que gosta esta mulher que agora está na sua mira. Boa sorte...
Adoro homem que me faz rir mas aquele humor refinado e não com piadas antigas ou grosseiras.
Homem que dança (e sabe conduzir)e até aquele que fecha os olhos e deixa o ritmo lhe guiar a música nas veias.
Adoro homem inteligente e sensível que realmente me escute, e não apenas finja que me escuta enquanto observa o meu decote... Os introvertidos me fascinam, me provocam com seu silêncio perturbador e aquele ar de quem tudo vê e nada revela... Mas que não seja introvertido em excesso, saia do seu mundo de vez em quando, venha explorar o meu...
Amo homem que compreende o que lê, homem curioso, jamais satisfeito com aquilo que sabe, sempre querendo mais.
Gosto de homens romanticos, não os que fingem sê-lo só para terminar na cama, porque afinal de contas, em pleno século vinte e um, só homem burro mente que quer compromisso se o que ele quer é uma noite... Homens, acordem! Mulher procurando prazer tem por aí aos montes, deixem as românticas e conservadoras (que também existem) no cantinho cor-de-rosa delas...
Dispenso os materialistas, os esnobes, presunçosos, engomadinhos... fujo dos preconceituosos e abomino os machistas. Não me misturo com os ratos de academia nem com os ratos de biblioteca. Os primeiros esqueceram de exercitar o cérebro; os segundos, de viver, tomar sol, relacionar-se...
Playboys, sedutores baratos e narcisistas: não, obrigada. Estão em falta homens com personalidade (mulheres, também)... com auto-estima sólida, mas maleabilidade suficiente para admitir erros, para cultuar a humildade, a simplicidade, a verdade.
Enfim, não existe um manual que contenha o que "as mulheres" gostam; a verdade é bem mais complexa: cada mulher é um universo único, com seus próprios valores e preferências... a cada homem cabe descobrir, com a habilidade que lhe for peculiar, do que gosta esta mulher que agora está na sua mira. Boa sorte...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Amanhã fica pra amanhã.
Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, "Fidelidades", onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: 'Para estar ao lado sem pesar com a presença'.
Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura. Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa.
Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados. Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.
Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho. Pessoas estão jantando. Pessoas estão preocupadas. Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo. Pessoas estão chorando. Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando. Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.
Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade. Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas.
Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto.
Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço."
Amanhã fica pra amanhã!
Amigos meteorologistas, segunda-feira poderemos vivenciar um dramático temporal ou um sol rachando, mas sinto muito, me desliguei de previsões, não estou interessada no que o céu despencará sobre mim amanhã quando eu acordar. Recém é hoje.
A cotação que o dólar terá quando o mercado reabrir continuará não fazendo a menor diferença pra mim, já que não trabalho com exportação nem importação. Nada me importa além desse minuto.
Já tomei banho e tudo o que minha pele e meus cabelos assimilarem durante minha passagem por esse dia ficará como marca registrada das ruas por onde andei e das intempéries que enfrentei, só no próximo banho é que eliminarei as partículas deste domingo.
Se você quiser me dizer alguma coisa, diga já, amanhã posso estar surda, com febre, ausente, desconectada, com TPM, de férias, e você terá desperdiçado a oportunidade de ser ouvido nesse instante.
As pesquisas de opinião são muito afoitas, ligeiras, ansiosas, que me interessa a eleição do ano que vem se nem o amanhã me é seguro, hoje eu tenho os representantes que tenho, até que eu me corrija no próximo voto.
Esse bombom em minhas mãos, quantas calorias terá, que estrago fará em minha região abdominal, que consequências deixará visíveis na beira da praia? Nhac. Veremos.
Não tenho caderneta de poupança nem me preocupo com fundos de investimento, e gastei três dígitos num vestido que me ofereceu cor, leveza e jovialidade para daqui a algumas horas, e daqui a algumas horas eu ainda terei a aparência que tenho, não garanto depois.
Comecei a ler um livro que tem frequentado a lista dos dez mais e nas primeiras dez páginas peguei no sono. Deixei o livro de lado: perder tempo é um insulto à vida. No mesmo instante comecei outra leitura e essa, sim, me devora.
No almoço de amanhã teremos à mesa o que eu me sentir impulsionada a comprar no supermercado amanhã, hoje eu me contento com o que há na geladeira e que alimenta o meu agora.
Olimpíadas de 2016, que viagem no tempo, mal sei se atravessarei os obstáculos anotados em minha agenda neste 3 de janeiro de 2010 e se quebrarei algum recorde de alegria ou tristeza antes que o telefone toque.
Hoje ainda estou dentro da lei, ainda tenho todos os amigos por perto, ainda me reconheço no espelho, ainda não enjoei da música que estou ouvindo, ainda estou em paz, ainda acredito que o dia terminará bem.
"Amanhã fica pra amanhã" é um aforismo que li no livro de Pedro Maciel chamado Como Deixei de Ser Deus. Admitir que não temos controle sobre o futuro é um bom começo. Deus é uma projeção, e hoje, aqui em casa, as projeções estão em falta, amém.
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