A maioria das pessoas considera hoje em dia que “pegar pesado” com as crianças seja inapropriado.
Eu tenho usado outros métodos para controlar meus filhos quando ocorre "um daqueles dias". E um método que tem se mostrado muito eficiente: é simplesmente levar a criança para dar uma volta de carro.
Durante o tempo que dura a volta, não falamos... e deixo tempo para que ela reflita sobre seu comportamento.
Não sei se são as suaves vibrações do veículo que os relaxa, ou simplesmente o fato da criança ficar distante por um tempo das suas distrações habituais: TV, videogame, computador, etc. O que sei é que meus filhos, depois da volta de carro, ficam muitíssimo mais tranqüilos.
Creio que o contato visual que temos durante todo o tempo é o que realmente consegue estes resultados tão bons.
Mando uma foto que tirei num desses passeios. Se quiser pode utilizar a técnica. Garanto que funciona. (enviado por uma amiga doida de atar).
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A Copa do Mundo de 2014 em P.Alegre
A finalidade desta crônica feita por Themis Lopes, foi para ironizar, fazer um tipo de avant première do que será a Copa por aqui.O pior de tudo, minha querida Themis, que esta ficção não estará muito longe da realidade!Oxalá eu esteja enganada.
Aí vai o texto, genial!
Estávamos em Porto Alegre, no final de 2013. Logo chegaria 2014, ano da tão esperada Copa do Mundo. A cidade que fora uma das preferidas, pela segunda vez, para sediar a competição encontrava-se caótica. O governador do Estado e seu vice haviam sofrido impeachment por improbidade administrativa. A Câmara de Vereadores e a Assembléia Legislativa foram fechadas por falta de decoro parlamentar de seus membros. O Judiciário estava em greve, pleiteando aumento salarial. A população estava ansiosa. Não havia liderança para coordenar os preparativos de tão esperada Copa.
Sucederam-se os problemas: o estádio do Internacional, todo remodelado, em seu primeiro teste, viu ruir várias arquibancadas. O Grêmio, falido não conseguia terminar a bendita Arena. O desespero tomara conta dos porto-alegrenses. Urgia encontrar um salvador.
Em meio às incertezas, alguém iluminado por Deus, lembrou que a única solução viável seria ressuscitar a Mãe do Badanha. Sim, aquela que fez tanto sucesso na copa de 1950, tendo se tornado a musa inspiradora do certame. Tudo começou quando a jovem invadiu o campo dos Eucaliptos no dia do jogo da seleção do México, beijando um por um dos jogadores. Foi considerada a anfitriã da cidade, sendo escolhida, a partir de então, para recepcionar os estrangeiros que visitassem nosso Porto.
Toda a população dirigia-se a sua procura. Foram cartazes colocados pela rua, chamando seu nome. É a mídia utilizando seus veículos, clamando pelo seu retorno.
Não é que ela ressurgiu! Como sempre, continuava decidida e corajosa, assumindo toda a problemática existente. Orientou os engenheiros do Inter, como deveriam reconstruir, evitando novos acidentes. Ligou para o presidente Obama, solicitando um empréstimo do BIRD, a juro zero, para que o Grêmio terminasse sua obra, sendo prontamente atendida. Ficou sensacional a construção!
Reinou a paz em nossa capital.
Enfim, chega 2014 e logo começa a Copa do Mundo. Na abertura, todos procuram pela Mãe do Badanha, mas não a acham. A mobilização é geral. São acionados desde os azuizinhos até o Exército Nacional na tentativa de encontrá-la, tudo em vão. Ela desaparece como que por encanto.
Novo alvoroço ocorre. Agora, na delegação do México. O técnico Pancho Rodriguez abandona sua seleção. É encontrada, na mesa de cabeceira de seu quarto, uma carta, onde ele pede que o desculpem, mas não poderia mais dirigir seus jogadores. Sua Copa era outra. Estava fugindo com a Mãe do Badanha para bem longe, pois finalmente reencontrara o amor de sua vida. Desde a Copa de 1950, quando fora beijado pela nossa personagem, se apaixonara e jamais a esquecera. Desta vez não a perderia.
O brado foi geral.
-Volta Mãe do Badanha.
-Que traição!
-Terminaste com a Copa!
No entanto, a competição tinha sido tão bem organizada, que transcorria sem percalços.
PS : A Mãe do Badanha deseja que o Brasil seja hexacampeão. Completa: boa Copa para todos vocês, porque a minha está ocorrendo de vitória em vitória.
* minha nota: As cores vermelha e azul foi pura coincidência com os times da Capital! E esta é a mãe do Badanha.
Aí vai o texto, genial!
Estávamos em Porto Alegre, no final de 2013. Logo chegaria 2014, ano da tão esperada Copa do Mundo. A cidade que fora uma das preferidas, pela segunda vez, para sediar a competição encontrava-se caótica. O governador do Estado e seu vice haviam sofrido impeachment por improbidade administrativa. A Câmara de Vereadores e a Assembléia Legislativa foram fechadas por falta de decoro parlamentar de seus membros. O Judiciário estava em greve, pleiteando aumento salarial. A população estava ansiosa. Não havia liderança para coordenar os preparativos de tão esperada Copa.
Sucederam-se os problemas: o estádio do Internacional, todo remodelado, em seu primeiro teste, viu ruir várias arquibancadas. O Grêmio, falido não conseguia terminar a bendita Arena. O desespero tomara conta dos porto-alegrenses. Urgia encontrar um salvador.
Em meio às incertezas, alguém iluminado por Deus, lembrou que a única solução viável seria ressuscitar a Mãe do Badanha. Sim, aquela que fez tanto sucesso na copa de 1950, tendo se tornado a musa inspiradora do certame. Tudo começou quando a jovem invadiu o campo dos Eucaliptos no dia do jogo da seleção do México, beijando um por um dos jogadores. Foi considerada a anfitriã da cidade, sendo escolhida, a partir de então, para recepcionar os estrangeiros que visitassem nosso Porto.
Toda a população dirigia-se a sua procura. Foram cartazes colocados pela rua, chamando seu nome. É a mídia utilizando seus veículos, clamando pelo seu retorno.
Não é que ela ressurgiu! Como sempre, continuava decidida e corajosa, assumindo toda a problemática existente. Orientou os engenheiros do Inter, como deveriam reconstruir, evitando novos acidentes. Ligou para o presidente Obama, solicitando um empréstimo do BIRD, a juro zero, para que o Grêmio terminasse sua obra, sendo prontamente atendida. Ficou sensacional a construção!
Reinou a paz em nossa capital.
Enfim, chega 2014 e logo começa a Copa do Mundo. Na abertura, todos procuram pela Mãe do Badanha, mas não a acham. A mobilização é geral. São acionados desde os azuizinhos até o Exército Nacional na tentativa de encontrá-la, tudo em vão. Ela desaparece como que por encanto.
Novo alvoroço ocorre. Agora, na delegação do México. O técnico Pancho Rodriguez abandona sua seleção. É encontrada, na mesa de cabeceira de seu quarto, uma carta, onde ele pede que o desculpem, mas não poderia mais dirigir seus jogadores. Sua Copa era outra. Estava fugindo com a Mãe do Badanha para bem longe, pois finalmente reencontrara o amor de sua vida. Desde a Copa de 1950, quando fora beijado pela nossa personagem, se apaixonara e jamais a esquecera. Desta vez não a perderia.
O brado foi geral.
-Volta Mãe do Badanha.
-Que traição!
-Terminaste com a Copa!
No entanto, a competição tinha sido tão bem organizada, que transcorria sem percalços.
PS : A Mãe do Badanha deseja que o Brasil seja hexacampeão. Completa: boa Copa para todos vocês, porque a minha está ocorrendo de vitória em vitória.
* minha nota: As cores vermelha e azul foi pura coincidência com os times da Capital! E esta é a mãe do Badanha.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Piriguetes..Seguretes e... tendências...(misturetes..)
Você é piriguete?
Se piriguete é a mulher perigosa, a mulher que ameaça e incomoda, então quem é a mulher segura, que agrada e se comporta bem? A segurete. Por que não? Se todo mundo pode criar rótulos para mulheres, eu também posso. Mas, para criar um rótulo, é preciso se inspirar em figuras femininas que habitem nosso mundo, real ou imaginário. Vale estar nas bancas de revistas todos os meses? Vale. Então pronto! Segurete é a mulher das revistas. A mulher dos manuais. A mulher adequada. A leitora exemplar. Que batalha para ocupar o estreito espaço que lhe foi oferecido pela mídia e, assim, se sentir segura. Segurete.
Por exemplo, a segurete não sai por aí beijando quem quiser na boca, não. Isso é coisa de piriguete. A segurete está mais preocupada com dicas preciosas para conquistar e manter o romance com que sonha desde sempre. “É ele?” é uma pergunta que a segurete se faz com frequência diante de um pretendente, mal disfarçando a ansiedade para que, sim, seja ele, porque ela não aguenta mais esperar. A revista ajuda: “Como saber (finalmente) se você está namorando”. E dá-lhe manual para ensinar a leitora a descobrir se o gato tem intenções mais sérias. Sempre, é claro, partindo do princípio que ela quer muito e que o namoro só depende da decisão dele. Afinal, a leitora precisa sentir-se aprovada pelos homens para seguir segura. Segurete.
A segurete das revistas precisa também de ajuda para descobrir sua verdadeira identidade, para ser ela mesma. E, novamente, dá-lhe manual. Muitos especialistas a postos para ensiná-la a encontrar o seu “eu de verdade” ou, se o seu “eu de verdade” não estiver mais up-to-date, ensiná-la a reinventar-se. A segurete curte uma reinvenção pessoal. Lembrando sempre que transformar-se nessa mulher poderosa, cuja auto-estima bomba, o corpo resplandece e a felicidade contagia, só depende dela mesma. As regras estão ali, para quem quiser aplicá-las e, assim, seguir segura. Segurete.
O corpo da segurete é um capítulo à parte. Ou, melhor, permeia todos os capítulos. Sem corpo bom a segurete não vai a lugar nenhum. A revista faz a sua parte: apresenta todas as tecnologias revolucionárias para derreter barriga, alisar cabelo, esticar epiderme, combater flacidez, empinar bumbum. Tudo para que a leitora fique “naturalmente” bela, magra e jovem. Aos 20, 30, 40, 50 e mais. Já o figurino é mais simples. Nada que 384 ideias para o look do inverno não resolvam. Qualquer coisa, se ficar confusa, é só apostar no “nude” que deve dar certo por mais alguns meses e seguir autoconfiante e segura. Segurete.
O manual da segurete é extenso e diversificado. Das orientações para atingir o orgasmo aos métodos para educar filhos brilhantes, segurete que é segurete não perde a esperança nem a disposição para aprender tudo e tentar passar na prova. Só não pode ficar segura de verdade porque, aí, não vai mais precisar de manuais e, neste caso, o que será da próxima edição?
(by Denise Gallo)
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Agora vamos para as misturetes...o que é tendência, o que vai se usar..sendo você piriguete ou segurete.A escolha é sua!
Ela já vem ameaçando o reinado desde o começo do inverno ,ao aparecer com força total nos desfiles de outono-inverno de marcas como Hermés e Burberry , falo na jaqueta estilo aviador que fez no nosso inverno os looks das estilosas mostrando que veio pra ficar mesmo!
Apesar de a nossa próxima estação ser o verão não custa nada já ficar antenada com o que vai permanecer e do que provavelmente vamos escolher pra nos manter quentinhas no próximo inverno já que as liquidações estão bombando...
O estilo militar continua seu reinado sendo apontado como tendência must-have para a próxima estação.Para os dias frescos e ensolarados, ele vem acompanhado de vestidos levinhos em renda ou tricô ou com shorts como mostra a ilustração aqui ou fazendo contraste cos modelos do tipo camisola .Nos pés, sandálias abotinadas com linho, couro e solado tratorado substituem os coturnos e dão peso ao look. Para um visual mais cool invista nas nas gladiadoras rasteiras. Inspirações para você criar sua produção
O colete é um excelente complemento seja para vestidos drapeados ou para acompanhar o estilo anos 70 que pinta por aí.
As formas de usar podem ser tão diferentes quanto as suas formas, que vão desde o estilo esportivo, como na última coleção Balenciaga ou com detalhes luxuosos como o de Givenchy.
Olivia Palermo conseguiu dar uma quebrada na seriedade do look com um de pêlos(tendência total,mas que seja fake,please) ,ela sempre acerta!Já Jessica Alba escolheu um modelo de couro biker para dar uma incrementada no básico.
No verão que não está distante as meninas estarão usando direto vestido florido.
Símbolo de feminilidade, não foge ao estilo ladylike da temporada.Seja em estampas mais artsy,estilizadas ou no estilo “Liberty”, aquelas mais miúdas, o que importa é usar e abusar das flores.

Os shorts de couro estão de volta, dessa vez mais larguinhos, a cintura mais alta,e mais comprido que das outras vezes sem “periguete” feelings nem cara de anos 80.A modelagem é confortável,ideal para usar em looks diurnos também.
Na SPFW ele apareceu em alguns desfiles, no Fashion Rio, idem, e lá fora ele já aparece timidamente há um tempo.A verdade é que se precisa de atitude pra usar um batom azul assim como os esmaltes coloridos que pegaram de vez por todo lugar
Eu não usaria este batom mas você usaria?
O estilo "tacheado" tanto em sapatos, bolsa, cintos, etc.. vieram com força total!
Mas sabemos que antes o correto era combinar bolsa, cinto, e sapato, agora a regra é o oposto, ninguém precisa mais se preocupar com isto, e se bobear quanto mais descombinado melhor.Por isso quando vi essa foto fiquei pensando: será que vamos voltar a combinar tudo de novo?Olha a bolsa de tachas combinando com o cinto...
No último dia da semana de moda em NY, o desfile da Calvin Klein, que é mega disputado pelo fashionistas, fez uma apresentação bem clean. Começando com vestidos brancos, curtos e larguinhos, passando para os tons de cinza e chegando no preto. Para o término do desfile, looks azuis, amarelos e rosas ganharam as passarelas.Aposto nestes tons para verão!
Para quem pode!
Estreante no mercado, apesar do jeitão conhecido, o NIKE AIR FLYTOP já ganha sua primeira versão PREMIUM no melhor estilo dos tênis para o inverno.
Cabedal em couro marrom, amaciado e de primeiríssima qualidade, com midsole e solado beges são a fórmula usada no tênis que já circula no mercado internacional com um salgado ‘preço sugerido’ de 240 dólares.
Finalmente por hoje...
Foto que une quatro tendências que estão bombando de um jeito nada forçado:trança lateral, camisa verde militar, mix de pulseiras e colares tribais, isto sem falar nos aderêços enormes e muitas correntes juntas como colar.
Se piriguete é a mulher perigosa, a mulher que ameaça e incomoda, então quem é a mulher segura, que agrada e se comporta bem? A segurete. Por que não? Se todo mundo pode criar rótulos para mulheres, eu também posso. Mas, para criar um rótulo, é preciso se inspirar em figuras femininas que habitem nosso mundo, real ou imaginário. Vale estar nas bancas de revistas todos os meses? Vale. Então pronto! Segurete é a mulher das revistas. A mulher dos manuais. A mulher adequada. A leitora exemplar. Que batalha para ocupar o estreito espaço que lhe foi oferecido pela mídia e, assim, se sentir segura. Segurete.
Por exemplo, a segurete não sai por aí beijando quem quiser na boca, não. Isso é coisa de piriguete. A segurete está mais preocupada com dicas preciosas para conquistar e manter o romance com que sonha desde sempre. “É ele?” é uma pergunta que a segurete se faz com frequência diante de um pretendente, mal disfarçando a ansiedade para que, sim, seja ele, porque ela não aguenta mais esperar. A revista ajuda: “Como saber (finalmente) se você está namorando”. E dá-lhe manual para ensinar a leitora a descobrir se o gato tem intenções mais sérias. Sempre, é claro, partindo do princípio que ela quer muito e que o namoro só depende da decisão dele. Afinal, a leitora precisa sentir-se aprovada pelos homens para seguir segura. Segurete.
A segurete das revistas precisa também de ajuda para descobrir sua verdadeira identidade, para ser ela mesma. E, novamente, dá-lhe manual. Muitos especialistas a postos para ensiná-la a encontrar o seu “eu de verdade” ou, se o seu “eu de verdade” não estiver mais up-to-date, ensiná-la a reinventar-se. A segurete curte uma reinvenção pessoal. Lembrando sempre que transformar-se nessa mulher poderosa, cuja auto-estima bomba, o corpo resplandece e a felicidade contagia, só depende dela mesma. As regras estão ali, para quem quiser aplicá-las e, assim, seguir segura. Segurete.
O corpo da segurete é um capítulo à parte. Ou, melhor, permeia todos os capítulos. Sem corpo bom a segurete não vai a lugar nenhum. A revista faz a sua parte: apresenta todas as tecnologias revolucionárias para derreter barriga, alisar cabelo, esticar epiderme, combater flacidez, empinar bumbum. Tudo para que a leitora fique “naturalmente” bela, magra e jovem. Aos 20, 30, 40, 50 e mais. Já o figurino é mais simples. Nada que 384 ideias para o look do inverno não resolvam. Qualquer coisa, se ficar confusa, é só apostar no “nude” que deve dar certo por mais alguns meses e seguir autoconfiante e segura. Segurete.
O manual da segurete é extenso e diversificado. Das orientações para atingir o orgasmo aos métodos para educar filhos brilhantes, segurete que é segurete não perde a esperança nem a disposição para aprender tudo e tentar passar na prova. Só não pode ficar segura de verdade porque, aí, não vai mais precisar de manuais e, neste caso, o que será da próxima edição?
(by Denise Gallo)
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Agora vamos para as misturetes...o que é tendência, o que vai se usar..sendo você piriguete ou segurete.A escolha é sua!
Ela já vem ameaçando o reinado desde o começo do inverno ,ao aparecer com força total nos desfiles de outono-inverno de marcas como Hermés e Burberry , falo na jaqueta estilo aviador que fez no nosso inverno os looks das estilosas mostrando que veio pra ficar mesmo!
Apesar de a nossa próxima estação ser o verão não custa nada já ficar antenada com o que vai permanecer e do que provavelmente vamos escolher pra nos manter quentinhas no próximo inverno já que as liquidações estão bombando...
O estilo militar continua seu reinado sendo apontado como tendência must-have para a próxima estação.Para os dias frescos e ensolarados, ele vem acompanhado de vestidos levinhos em renda ou tricô ou com shorts como mostra a ilustração aqui ou fazendo contraste cos modelos do tipo camisola .Nos pés, sandálias abotinadas com linho, couro e solado tratorado substituem os coturnos e dão peso ao look. Para um visual mais cool invista nas nas gladiadoras rasteiras. Inspirações para você criar sua produção
O colete é um excelente complemento seja para vestidos drapeados ou para acompanhar o estilo anos 70 que pinta por aí.
As formas de usar podem ser tão diferentes quanto as suas formas, que vão desde o estilo esportivo, como na última coleção Balenciaga ou com detalhes luxuosos como o de Givenchy.
Olivia Palermo conseguiu dar uma quebrada na seriedade do look com um de pêlos(tendência total,mas que seja fake,please) ,ela sempre acerta!Já Jessica Alba escolheu um modelo de couro biker para dar uma incrementada no básico.
No verão que não está distante as meninas estarão usando direto vestido florido.
Símbolo de feminilidade, não foge ao estilo ladylike da temporada.Seja em estampas mais artsy,estilizadas ou no estilo “Liberty”, aquelas mais miúdas, o que importa é usar e abusar das flores.

Os shorts de couro estão de volta, dessa vez mais larguinhos, a cintura mais alta,e mais comprido que das outras vezes sem “periguete” feelings nem cara de anos 80.A modelagem é confortável,ideal para usar em looks diurnos também.
Na SPFW ele apareceu em alguns desfiles, no Fashion Rio, idem, e lá fora ele já aparece timidamente há um tempo.A verdade é que se precisa de atitude pra usar um batom azul assim como os esmaltes coloridos que pegaram de vez por todo lugar
Eu não usaria este batom mas você usaria?
O estilo "tacheado" tanto em sapatos, bolsa, cintos, etc.. vieram com força total!
Mas sabemos que antes o correto era combinar bolsa, cinto, e sapato, agora a regra é o oposto, ninguém precisa mais se preocupar com isto, e se bobear quanto mais descombinado melhor.Por isso quando vi essa foto fiquei pensando: será que vamos voltar a combinar tudo de novo?Olha a bolsa de tachas combinando com o cinto...
No último dia da semana de moda em NY, o desfile da Calvin Klein, que é mega disputado pelo fashionistas, fez uma apresentação bem clean. Começando com vestidos brancos, curtos e larguinhos, passando para os tons de cinza e chegando no preto. Para o término do desfile, looks azuis, amarelos e rosas ganharam as passarelas.Aposto nestes tons para verão!
Para quem pode!
Estreante no mercado, apesar do jeitão conhecido, o NIKE AIR FLYTOP já ganha sua primeira versão PREMIUM no melhor estilo dos tênis para o inverno.
Cabedal em couro marrom, amaciado e de primeiríssima qualidade, com midsole e solado beges são a fórmula usada no tênis que já circula no mercado internacional com um salgado ‘preço sugerido’ de 240 dólares.
Finalmente por hoje...
Foto que une quatro tendências que estão bombando de um jeito nada forçado:trança lateral, camisa verde militar, mix de pulseiras e colares tribais, isto sem falar nos aderêços enormes e muitas correntes juntas como colar.
domingo, 1 de agosto de 2010
Devaneios etcétera e tal...: Um inicio de semana com Neruda!
Devaneios etcétera e tal...: Um inicio de semana com Neruda!: "Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos, já não se adoçará junto a ti a minha dor. Mas para onde vá levarei o teu olhar e para ..."
Um inicio de semana com Neruda!
Já não se encantarão os meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.
...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.
Pablo Neruda
já não se adoçará junto a ti a minha dor.
Mas para onde vá levarei o teu olhar
e para onde caminhes levarás a minha dor.
Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos
uma curva na rota por onde o amor passou.
Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame,
daquele que corte na tua chácara o que semeei eu.
Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.
...Do teu coração me diz adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.
Pablo Neruda
QUAIS MOTIVOS DA SEPARAÇÃO?
Não há como definir o motivo para terminar com alguém. O que gerou a separação? O que provocou a absoluta segurança de encerrar o romance e abdicar do final feliz? Como que ocorre a transformação da companhia íntima, a qual se dividia segredos ao longo de anos, em uma estranha desaforada querendo arrancar o teu siso de ouro em uma vara de família? São movimentos subjetivos e sísmicos que definem a ruptura. Não é o peso, o rosto, as pernas que norteiam o amor. Nada o esclarece, muito menos o seu final e o distanciamento do tempo. O amor inicia na incompreensão compreendida, a confusão saborosa da identidade de não pensar em outra coisa, e termina em compreendida incompreensão, na confusão desastrosa da identidade de não querer pensar no assunto por mais um dia. De que modo algo que prometia aventura resulta na mais ferrenha apatia? Como um jogo com primeiro tempo eletrizante reduz o ritmo no segundo tempo e se conforma com o resultado?
Em que canto da memória, em que momento se toma essa decisão de que a pessoa com quem se vive não presta mais, de que foi um erro, de que se perdeu tempo ao lado dela. O que faz um homem ou uma mulher largar aquilo que considerava, uma noite atrás, seu santuário, seu universo, sua segurança. De onde parte esse instinto utilitário de que o par é um carro importado e é muito cara a reposição de peças. Não acontece de repente, tenho certeza. Tudo começa com a resignação, na certeza equivocada de que se sabe tudo. Quando se põe na cabeça que se cumpriu a apresentação, que não existe nenhuma surpresa porvir. Quando se deixa de perguntar para adivinhar as respostas. Quando se deixa de responder por não suportar as perguntas. Quando uma conversa com casais termina no insuportável álbum de retratos. Quando não se fala mais dele ou dela como uma novidade, porém como uma doença antiga, uma enxaqueca, uma tia distante. Acreditar que se domina a situação é pisar em falso. Amor não se assinala no calendário. Ou existe gente marcando uma ida no motel em agenda? O amor aceita apenas fiado. As dívidas aumentam sua longevidade. É falta de controle, imprevisto, improviso, nervosismo. Sem a covardia atenta, não há sedução. Sem o balbucio, não há sinceridade. Ninguém conhece tão bem o outro a ponto de dizer que verdadeiramente o conhece. Não vi mulher que não é no mínimo duas. Em algum lugar do corpo, desliga-se o aparelho. Fecha-se a conquista como se fosse um expediente comercial. Conquistei, ele é meu, ela é minha, deu. Abdica-se do esforço de explorar a personalidade em conversas e saídas noturnas. A tensão esfria e cada um se deita pensando uma forma mais rápida de se cumprimentar, de existir e, se possível, não se tocar. O beijo de despedida vai se especializando em acenar, tornando-se uma prova com barreiras. E não adianta seguir conselhos de amigos. Em estado vulnerável até leitura de horóscopo convence.
O único erro é confiar que o namorado ou a namorada, o marido ou a esposa, dentro de si é maior do que a figura que está fora, de carne e osso, mais carne do que o osso, apesar de estar mais interessado no osso para enterrar do que na carne para dividir a temperatura. A atração enreda, a convivência consolida, o tédio estremece, porém unicamente a falta de humor separa. Quem não tem defeitos também não tem virtudes. Rir dos limites e dos erros do relacionamento, por mais estranho que seja, é uma espécie de liberdade. Uma liberdade que só pode ser gozada a dois.
DAR UM TEMPO!
Não conheço algo mais irritante do que dar um tempo, para quem pede e para quem recebe.
O casal lembra um amontoado de papéis colados. Papéis presos. Tentar desdobrar uma carta molhada é difícil. Ela rasga nos vincos. Tentar sair de um passado sem arranhar é tão difícil quanto.
Vai rasgar de qualquer jeito, porque envolve expectativa e uma boa dose de suspense.
Os pratos vão quebrar, haverá choro, dor de cotovelo, ciúme, inveja, ódio. É natural explodir.
Não é possível arrumar a gravata ou pintar o rosto quando se briga.
Não se fica bonito, o rosto incha com ou sem lágrimas. Dar um tempo é se reprimir, supor que se sai e se entra em uma vida com indiferença, sem levar ou deixar algo.
Dar um tempo é uma invenção fácil para não sofrer. Mas dar um tempo faz sofrer pois não se diz a verdade.Dar um tempo é igual a praguejar "desapareça da minha frente". É despejar, escorraçar, dispensar. Não há delicadeza. Aspira ao cinismo. É um jeito educado de faltar com a educação.
Dar um tempo não deveria existir porque não se deu a eternidade antes.
Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance.
Só se dá o tempo para avisar que o tempo acabou.
E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo.
Quem conta beijos e olha o relógio insistentemente não estava vivo para dar tempo.
Deveria dar distância, tempo não. Tempo se consome, se acaba, não é mercadoria, não é corpo.
Tempo se esgota, como um pássaro lambe as asas e bebe o ar que sobrou de seu vôo.
Qualquer um odeia eufemismo, compaixão, piedade tola. Odeia ser enganado com sinônimos e atenuantes. Odeia ser abafado, sonegado, traído por um termo.
Que seja a mais dura palavra, nunca dar um tempo.
Dar um tempo é uma ilusão que não será promovida a esperança.
Dar um tempo é tirar o tempo. Dar um tempo é fingido. Melhor a clareza do que os modos.
Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir.
Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus.
Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói.
Resumir a relação a um ato mecânico dói. Todos dão um tempo e ninguém pretende ser igual a todos nessa hora. Espera-se algo que escape do lugar-comum. Uma frase honesta, autêntica, sublime, ainda que triste. Não se pode dar um tempo, não existe mais coincidência de tempos entre os dois.
Dar um tempo é roubar o tempo que foi.
Convencionou-se como forma de sair da relação limpo e de banho lavado, sem sinais de violência.
Ora, não há maior violência do que dar o tempo.
É mandar matar e acreditar que não se sujou as mãos.
É compatível em maldade com "quero continuar sendo teu amigo".
O que se adia não será cumprido depois.(do livro "O amor esquece de começar")-Fabricio Carpinejar
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