sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: Esta semana foi bem "pesada" aqui em casa, como se...

Devaneios etcétera e tal...: Esta semana foi bem "pesada" aqui em casa, como se...: "Esta semana foi bem 'pesada' aqui em casa, como se diz no bom portugues , portanto estava tentando me distrair na net e achei esta delícia ..."
Esta semana foi bem "pesada" aqui em casa, como se diz no bom  portugues , portanto estava tentando me distrair na net e achei esta delícia de texto que se não fizer voce rir ao menos conseguirá que seus lábios façam um leve movimento de extensão, de alongamento, o que por si só já valerá a minha intenção.
Preste atenção o que nos diz este site masculino.Ah! os homens...




Vocês sabem que mulher é um mal necessário certo? Então nada mais justo do que um guia pra mostrar pra elas que, apesar de estarmos com elas quem manda somos nós!


Namoro:

-Demore a responder os telefonemas dela – ou não responda – para que ela veja quem é que manda.

-Quando ligar para ela, não se preocupe em terminar a conversa que está tendo com alguém do seu lado. Dê a ela o raro privilégio de ficar escutando o que diz para a outra pessoa.

-Sem querer, deixe um recado para uma antiga namorada na secretária eletrônica dela.

-Quando ela lhe perguntar o que vai fazer no fim de semana, resmungue algo sobre sair com os amigos, sem dizer quem são.

-Chegue sempre 25 minutos atrasado quado for levá-la para sair, e depois se irrite na primeira vez em que ela demorar mais alguns minutos.

-Nunca apareça na hora e no lugar combinados

-Leve-a a qualquer restaurante caro, e coma como se fosse sua primeira refeição em semanas.

-Proclame sua ignorância nas artes de arrumar camas, passar roupas, cozinhar e varrer

-Tome posse do seu território: deixe a marca de uma mordida no pescoço dela, ou em outro local bem visível.

-Não fique com ela o resto da noite.

-Espalhe boatos de que ela está dormindo com você, se não estiver.

-Espalhe boatos de que ela não está dormindo com você, caso esteja.

-Esqueça de mencionar que você tem uma namorada.

-Esqueça de mencionar que você tem filhos.

-Esqueça de mencionar que você é casado.

Vida doméstica:

-Renove sua assinatura de “Playboy” – e tenha o cuidado de deixar um exemplar bem à vista quando a mãe dela for visitá-los.

-Recuse-se a jogar fora aquele objeto metálico não identificado na garagem, dizendo: “Pode ser útil um dia”.

-Nunca jogue nada fora, especialmente roupas de baixo. Quanto mais esburacadas, melhor.

-Desafie a si mesmo: veja quanto tempo consegue ficar sem trocar sua roupa de baixo.

-Dê-lhe um sermão sobre o hábito compulsivo dela de viver comprando roupa; depois compre 20 CD`s para você.

-Quando ela apresentar um prato mais sofisticado, pergunte o que há de errado com o bom e velho bife.

-Peça-lhe para fazer um torta de maçã como a que sua mãe fazia; depois, faça careta ao colocar na boca o primeiro pedaço.

-Use as toalhas de rosto para enxugar os pés. São bem mais anatômicas.

-Deixe abaixado o assento do toalete – e não se dê o trabalho de fazer pontaria.

Feriados e aniversários:

-Compre lingerie erótica para ela no Dia dos Namorados… quatro números abaixo do tamanho dela.

-Compre lingerie erótica para ela no Dia dos Namorados… quatro números acima do tamanho dela.

-No aniversário dela, dê-lhe de presente ingressos para um jogo que você está louco para assistir.

-Esqueça o dia do aniversário dela, e dias depois mande-lhe um cartão de desculpas com o desenho de um gatinho com olhos tristes.

Momentos românticos:

-Exiba com orgulho sua destreza manual, usando o controle remoto da TV para ir saltando de canal em canal.

-Fique pálido toda vez que ela falar em casamento.

-Encha a casa de amigos e ligue o som em todo volume, num sábado, quando ela estiver de cama com cólicas menstruais.

-Sempre atribua qualquer mudança do comportamento dela à síndrome pré-menstrual.

-Quando ela estiver de dietas, compre para ela o vídeo de ginástica da Cindy Crawford, e assista-o todos os dias.

Na cama:

-Largue suas cuecas no chão, e diga: “Porra, este lugar está uma bangunça.”

-Roube a metade dela do lençol.

-Durante as carícias preliminares, acaricie e pressione um ponto indeterminado da anatomia dela e pergunte: “É ele?”.

-Diga o nome de outra mulher quando estiver gozando.

-Ligue a TV, ou acenda um cigarro, ou vá mexer na geladeira, ou adormeça – assim que gozar!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: QUANTO NÓS MERECEMOS?Lya Luft

Devaneios etcétera e tal...: QUANTO NÓS MERECEMOS?Lya Luft: "O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haver..."

QUANTO NÓS MERECEMOS?Lya Luft


O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas aprenderiam a lidar com eles.

Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e… mais culpa.

Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável. Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equilibrando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranqüilidade financeira… será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar, ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças mal comportadas que merecem castigo, privação, desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de conserto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE

Devaneios etcétera e tal...: POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE: "O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas cre..."

POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.(desconheço o autor)

terça-feira, 21 de setembro de 2010