quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: Conselhos a minha neta ou "Minha precoce nostalgia"

Devaneios etcétera e tal...: Conselhos a minha neta ou "Minha precoce nostalgia"

Conselhos a minha neta ou "Minha precoce nostalgia"

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de vinho do Porto, dizer a minha neta:- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar.E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho isso se chama colaboração.Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.Por isso, vou colocar mais ou menos assim: É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação.Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.(Portanto, viaje muuuuuuiiiitooooooo, porque é muito bom e enriquece, faz bem a alma e ao ego também!)

Cuide bem dos seus dentes.Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."Tenha uma vida rica de vida.Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável.Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você ( mas saiba que isso pode ser um saco!)Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão (Ah seu eu soubesse disto antes...!!!).Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?
(Maria Sanz Martins)

Devaneios etcétera e tal...: Para meus filhos.

Devaneios etcétera e tal...: Para meus filhos.: "Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente ..."

Para meus filhos.

Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.

E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.




Tomara que a neblina das circunstâncias mais doídas não seja capaz de encobrir por muito tempo o nosso sol. Que toda vez que o nosso coração se resfriar à beça, e a respiração se fizer áspera demais, a gente possa descobrir maneiras para cuidar dele com o carinho todo que ele merece. Que lá no fundo mais fundo do mais fundo abismo nos reste sempre uma brecha qualquer para ver também um bocadinho de céu.
Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem da confiança. Que sempre que doer muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda mais calma da nossa mente. Que o medo exista, porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso amor.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de busca a ideia da alegria.
Tomara que apesar  dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão da felicidade.
Tomara.(Ana Jácomo)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: TIPINHOS DE HOMENS CONTEMPORANEOS- by Chico Sá

Devaneios etcétera e tal...: TIPINHOS DE HOMENS CONTEMPORANEOS- by Chico Sá: "Tudo bem, bravas fêmeas, os homens são todos iguais, blábláblá etc. Alguns, no entanto, são bem mais perigosos que os outros. Em mais um ser..."

TIPINHOS DE HOMENS CONTEMPORANEOS- by Chico Sá

Tudo bem, bravas fêmeas, os homens são todos iguais, blábláblá etc.
Alguns, no entanto, são bem mais perigosos que os outros. Em mais um serviço de utilidade pública, este cronista de costumes volta a exibir os tipinhos contemporâneos da mais alta periculosidade.
Muito prazer, Homem-bouquet. Sim, é aquele macho que entende de vinhos finos, abre a garrafa, cheira a rolha, balança na taça, sente o bouquet da bebida dos deuses. O tipinho faz mil cursos, não perde um programa especializado na tevê, entra em sites franceses do gênero, reúne os amigos para encher o saco com o tal bouquet, o sabor e o aroma amadeirado etc.
Mais uma advertência: o mesmo elemento costuma apreciar também o que ele chama de “um bom jazz”, uma “MPB de qualidade”... Corra Lola, corra de criaturas desse naipe. Esse camarada é frutado!Homem que entende e gosta mesmo de vinho não sai arrotando conhecimentos por ai, simplesmente aprecia e faz a sua companhia apreciar sem arrogância ou jequice alguma.

Mesmo as heroínas que conseguem escapar do “In vino picaretas” dificilmente escaparão da arapuca do inominável e desqualificado Homem-hortinha. Trata-se do distinto mancebo que, ao receber as moças elegantemente para um jantar, usa o manjericão cultivado na própria hortinha que mantém no quintal ou na área de serviço. Cultivar o próprio manjericão não é exatamente o defeito do rapaz. O problema é que ele passa duas horas a discorrer sobre o cultivo da hortinha, os cuidados, o zelo, samba de um tempero só, degustação ao pé do saco. Uma amiga, coitada, conheceu um destes exemplares que cultivava até a própria minhoca usado como “fator adubante” da própria hortinha. Corra, Lola, corra, corra mesmo, corra léguas, eis um tipo irrecuperável.
Com o Homem-Ômega 3 não carecemos cozinhar tanto o juízo, não representa lá, sejamos generosos, grandes dramas para a humanidade. É simplesmente um sujeito doente, com alguma cota de paranóia, que tenta pregar a causa da vida saudável, como se isso fosse pelos menos 10% possível. Preocupado em combater os radicais livres, o elemento enche imoderamente o saco dos que enchem a cara. É o tipo do macho que costuma morrer cedo, mas cheio de saúde, uma beleza, com todas as células empenhadíssimas em retardar o envelhecimento.
Todo politicamente correto, benza-te Deus, o Homem-ONG, ou homus-oenegê, é o que há de mais maçante nesse mundão sem porteira. Adora um abaixo-assinado, uma passeata, põe nariz de palhaço a cada cinco linhas que lê do noticiário e está sempre morto de decepcionado com o governo, qualquer governo, mesmo que a sua entidade não-governamental encha as burras, lave a égua no brejal mais público. Sim, ele acredita na humanidade, na responsabilidade social, no terceiro setor, na arte como redenção dos pobres... Se você reparar, leitora do meu coração, ele quase levita, de tão puro, de tão bom.

Some Lola, some que é roubada -mor.

domingo, 26 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: Quero ser "Maria"

Devaneios etcétera e tal...: Quero ser "Maria": "Eu tenho uma amiga virtual, muito querida, chamada June, que se alguém for aos meus comentários do blog, ela está sempre dizendo algo carinh..."

Quero ser "Maria"

Eu tenho uma amiga virtual, muito querida, chamada June, que se alguém for aos meus comentários do blog, ela está sempre dizendo algo carinhoso, rindo, ou criticando algumas de minhas posições. Poderia dizer que é minha seguidora contumaz, a felicidade de qualquer blogueiro. Nos conhecemos de forma muito engraçada, pois já era amiga de sua irmã, que é outra fôfa, e ambas pensavam que eu era a Martha Medeiros, minha "idala". Imaginem só! Até eu conseguir demonstrar que estavam enganadas demorou algum tempo.
Mas vamos aos fatos: descobri que a menina escreve também, tem um blog, e gostei tanto da maneira como se expressa que além de me tornar sua seguidora  vou colocar alguns textos dela aqui de agora em diante. Eis um deles.

Quero ser Maria!




Existe uma passagem na Bíblia em que conta a história de uma mulher chamada Marta que, em certa ocasião, hospedou Jesus em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria que não desgrudou de Jesus para ouvir Sua Palavra. Marta corria de um lado para outro organizando o melhor de sua casa para oferecer a Jesus, no entanto quem mais usufruiu do “banquete” foi sua irmã Maria (Lc 10.38)
Vivo um momento muito Marta em minha vida. Passo o maior tempo em casa, me multiplicando em dez para dar conta de tudo. Sou mãe, esposa, representante comercial, dona de casa, filha, nora, amiga, quebra-galho, entre outras atribuições. Tudo isso, em um dia que só tem 24 horas.
E, no que diz respeito aos meus filhos, dei-me conta de que a Marta está mais presente em casa e em suas vidas, do que a Maria. Estou aqui, mas não estou com eles. E, o pior, perdendo o que eles tem de melhor, que é a infância. Ela está andando a passos largos e eu perdendo o banquete...
Nessas férias (deles, pois estou longe de pensar em férias), descobri que precisava “mudar o rumo”. Nada de acampamento com os coleguinhas, nada de colônia de férias do clube. De forma bem egoísta, quis eles só para mim. Quis resgatar um pouquinho da mãe que brinca, da mãe disponível. Estou tendo que reaprender a soltar pipa, andar de bicicleta, nadar no frio, jogar basquete, peteca, UNO, Monopoly, brincar de salão de beleza, casinha. Deixá-los quebrar os ovos para o bolo, pedir para ler as receitas, fazer bichinhos com massa de biscoito. Ir ao cinema a tarde. Ler livros com caras e bocas. Assistir desenhos na TV, pegar filmes na locadora, enfim, estar realmente com eles.
Só respondo os e-mails e resolvo coisas do trabalho bem cedo, antes deles saírem da cama ou quando eles se cansam de mim (triste reconhecer que cansam de verdade). Leio meus livros e escrevo meus textos antes de dormir (como fiz ontem, as 00:24, já que tinha que postar este texto no Mulher Ocupada naquele dia), mas só me interessa não perder de vista o banquete...
É muito contraditório quando nosso desejo de SER se esbarra nas necessidades do TER essenciais a eles (escola, curso de línguas, esporte, etc). Fazemos malabarismo com o orçamento doméstico para dar conta de tudo, e o “perigo” desse impasse é nos afogarmos nos afazeres enquanto os dias passam, sem piedade, por nós. Ficam o SER e o TER pela metade, incompletos.
Uma amiga me enviou um artigo que abordava sobre um livro da filósofa e feminista francesa Elisabeth Badinter, contra as exigências da mãe perfeita. Mas será que é querer ser perfeita não se conformar em perder o banquete? Felizmente sou das mais imperfeitas possível, e dentro de toda minha imperfeição vou tentando usar e abusar da criatividade (que penso ser forte aliada à falta de recurso financeiro), maximizando meu tempo e burlando a Marta que vive batendo à minha porta.
Ainda faltam cinco dias para terminar as férias, estou fisicamente muito cansada, mas emocionalmente muito feliz por saborear o precioso banquete da minha vida.

sábado, 25 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: Profissão sindico.Bah!!!!!!!!!!

Devaneios etcétera e tal...: Profissão sindico.Bah!!!!!!!!!!: "Tudo bem, eu não posso reclamar. Meu prédio é legal e meus vizinhos de porta são ótimos do tipo que dividem bolo de cenoura quando fazem em..."

Profissão sindico.Bah!!!!!!!!!!


Tudo bem, eu não posso reclamar. Meu prédio é legal e meus vizinhos de porta são ótimos do tipo que dividem bolo de cenoura quando fazem em fôrma grande.

Mas tem dias que acho que vou sucumbir.
Bem preciso esclarecer que sou síndica de um prédio de 90 apartamentos, diria 89 pois o meu não conta.
Segunda-feira.
Desço as 7 horas da manhã fazendo sol ou chuva (nunca se sabe a previsão do tempo, pois moro em P.Alegre, RGS).Bem desço a esta hora com minhas duas cadelas que já tem certa idade, rezando para não encontrar nenhuma alma penada no elevador voltando bebunzaço(a) de alguma festa ou saindo contrariado para trabalhar àquela hora.
Ninguém no elevador. Ufa!
-Vamos logo “meninas” antes que o do 1607 reclame que um pêlo de vocês foi parar no terno Armani azul-marinho dele.
O porteiro mal me vê já traz um calhamaço de papel para assinar e peço um tempo para que meus olhos possam abrir melhor.
A esta hora do dia, o primeiro da semana, já tem no livro de reclamações que o fulano desceu com o cachorro, que mais parece um hamster,sem coleira,o que é proibido, isto que o prédio foi feito para ter cachorro a vontade, tanto é verdade que temos um pet na entrada com grama verde e cerca, o que trouxe, enganosamente vários compradores cachorreiros a adquirir apartamento ficando a imaginar o quanto seus bichinhos iam ter uma vidinha feliz! Engano total.Assim como Hitler odiava judeus nosso prédio odeia qualquer raça de quatro patas.
Depois de um café rápido tenho que ver a porta que não funciona, a câmera que está desligada, a faxineira que não veio e as louças quebradas deixadas no salão de festas pois domingo tinha sido final de campeonato e no churrasco devem ter atirado uns pratos no chão para comemorar.
Pelas 10 horas uma briga entre dois moradores porque um com pressa colocou o carro na garagem do outro.
Me esqueci de dizer que no prédio, assim como tem gente que odeia a raça animal tem gente sem noção do que representa “coisa alheia”.Tudo é de todos.Para que serviria o nome “condomínio” se não for para dividir?
Depois do almoço é a hora que dedico a abrir os emails e encontro mais de 100 deles com reclamações referentes ao fim de semana: aquele que não deixou o vizinho de baixo dormir porque a esposa nervosa passou a noite a trotear de salto alto prá lá e prá cá, o outro que ouviu a briga do jovem casal e queria chamar a brigada, e a transa diferenciada, com uivos lancinantes de uma moça lá pelos seus 30 anos que mora só mas como é filha de Deus traz todo sábado um gatinho( este é de duas patas e pode entrar pelo hall social) para acompanhá-la no quarto de paredes de gesso acartonado e de fácil propagação de sons.
Fico pensando em outros tipos de ruídos que as pessoas escutam e me reclamam.Nem vou contar!
Impressionante como se perde a privacidade quando se mora em prédios. O que me leva diretamente ao que aconteceu na terça-feira.
Bem na hora em que estava escovando os meus dentes pela manhã, começo a escutar uma gritaria, com detalhes picantes da vida de um casal. Esses prédios tem umas colunas de circulação de ar que funcionam como verdadeiros telefones sem fio. Por mais que eu tentasse não participar do que rolava eu era obrigada a escutar.Jogavam panelas e copos.Liguei o interfone para o apartamento do casal e logo desliguei sem me identificar, mais para dizer- “ei! não quero participar como ouvinte desta baxaria”. A briga pareceu serenar após meu toque, acho que foram fazer amor, tanto é que soube ontem que dentro de nove meses nascerá uma bela criança.
Quarta feira: Assembléia Extraordinária.
Você odeia essas assembléias de condomínio? Eu adoro e me divirto horrores vendo as pessoas discutirem por tão pouco.Sai até palavrões nas nossas reuniões e ficam dias sem se falarem . É como assistir ao programa Zorra Total ao vivo.
Quinta-feira: Fico pensando em outros tipos de ruídos que eu escuto e que todos devem escutar também com estas modernas paredes utilizadas nas novas construções. Sei, por exemplo, exatamente a hora que meu vizinho puxa a descarga ou acaba de tomar seu banho.Quando a esposa seca o cabelo.O secador dela parece uma aeronave aterrisando no Galeão no momento que o comandante puxa aquela alavanca e todos nós seguramos firme na poltrona do avião.
Resolvo abrir as persianas para ver se os barulhos se dissipam e eis que alguém está batendo seu tapete na janela e vem todo pó para dentro do meu quarto que tinha sido limpo na véspera.
Nesta quinta de manhã me lembro que tenho de chamar a empresa de gás pois se alguém ficar com banho frio neste inverno trágico que se abateu aqui no sul sou capaz de ser enterrada viva no espaço mínimo do pet ou afogada na piscina gelada que no verão fica igual ao piscinão do Ramos. Isto que nem falei no meu interfone que toca de 5 em 5 minutos- faz a proporção aí de 89 apartamentos para um interfone só.
Isto sem salientar os mal-educados, que pegam o elevador três segundos na sua frente e apertam o botão para fechar a porta bem na sua cara.
E as fofocas? Aquele é gay, aquela casou por interesse, o cara do terceiro andar está falido mas comprou o carro do ano.
Sexta-feira- O porteiro sempre tem uma idéia nova a lançar para organizar algum departamento que me pertence, mas o dele não funciona, pois canso de ver entrar pessoas desconhecidas onde pedir a identidade é coisa que não existe no manual de procedimento de segurança.Isto sem falar nas variações de porteiros de segunda a domingo que nunca conhecem os moradores e me telefonam- pelo celular- não querendo saber onde me encontro e que horas são, para saber se eu posso informar de quem se trata.
-Dona, ele diz que é o João, irmão do Francisco casado com a Tereza.
Sábado e domingo são dias de festas, as mais variadas, do rave a clássica, não preciso dizer que ninguém dorme, só assistindo a sessão coruja e olhe lá!

Bem assim passam meus dias, entre fazer orçamentos, chamar empresas especializadas em consertos, o homem do elevador, da porta automática que não funciona, o material de limpeza que não vindo o detergente trocaram por 20 vassouras para contrabalançar o estrago, as luzes que queimam todos os dias numa média de 20 por andar, os condôminos inadimplentes.
Agora chega de me lastimar!
Amanhã tenho um encontro muito cedo com o pessoal do prédio do lado que me quer de síndica.(Martha M.M.)

Devaneios etcétera e tal...: TEM VEZ QUE CANSA-Ana Jácomo

Devaneios etcétera e tal...: TEM VEZ QUE CANSA-Ana Jácomo: "Tem vez que cansa. Cansam portas fechadas, chaves que não abrem as portas fechadas, a angústia por ainda não se saber como abri-las. A von..."

TEM VEZ QUE CANSA-Ana Jácomo


Tem vez que cansa.
Cansam portas fechadas, chaves que não abrem as portas fechadas, a angústia por ainda não se saber como abri-las. A vontade que tece o seu ninho nos galhos mais verdejantes e passa tempos chocando ovos que parecem que não vão mais se romper. A espera pelo voo das borboletas que demoram crisálidas para se desvencilhar dos casulos. O repetido surgimento do não quando a vida da gente prepara incansáveis banquetes de boas-vindas para o sim. O quase que se prolonga tanto que causa a impressão de ser interminável. E, à espreita, sempre acompanhando os movimentos da nossa coragem, à distância, a perigosa perspectiva do nunca, aguardando cada brecha criada pelo cansaço para tentar nos dissuadir dos nossos propósitos.

Tem vez que cansa, sim.
E parece que somos incapazes de mais um único passo fora do território do nosso cansaço. O ânimo desaparece sem deixar vestígios, pegadas na areia que nos levem até onde as suas águas refluem. Sabemos que ele permanece lá, em algum lugar que temporariamente não acessamos, como o sol por trás de nuvens que querem chover mas não conseguem. Sabemos que ele está lá e que precisa apenas de um tempo para se recompor. Para soprar as nuvens e voltar à cena. Para retomar o caminho com a gente. Para nos lembrar outra vez, depois de outras tantas, que, aconteça o que acontecer, sob hipótese alguma queremos desistir do que nos importa.
Tem vez que cansa.
E parece que não há nada que possamos nos dizer que revitalize, de imediato, a crença na nossa capacidade de transformação. Não é raro, sequer conseguimos ouvir a nós mesmos, a comunicação interrompida pelos ruídos momentâneos da negatividade. Aquela conversa fiada mental que não nos leva a nenhum lugar bacana, o olhar estreito que não vê coisa alguma além do nosso próprio desânimo. Esse cansaço às vezes é acompanhado por uma tristeza muito doída, que pede o nosso melhor abraço; outras, por uma raiva que pode se fantasiar com um monte de disfarces. Quando a gente se cansa em demasia, o coração não canta, as cores desbotam, o tempo se arrasta pelos dias como se estivesse preso a imensas bolas de ferro.
Tem vez que a vida da gente cansa.
Pele sem viço, olhos sem lume, pés doloridos, os ombros retesados pelo peso que carregamos. Cansa e precisa sentar um pouco para descansar, respirar grande, recobrar o fôlego. Cansa e procura sombras de árvores, banhos de silêncio, acalantos capazes de fazer os medos dormirem. Cansa e pede alegria, esse hidratante natural maravilhoso, também indicado para as fases de ressecamento da alma. Cansa e quer nossa atenção amorosa, nossa escuta sensível, nosso cuidado macio, a generosidade própria dos amantes, essas dádivas que afrouxam apertos, massageiam a coragem, e fazem toda diferença do mundo, não importa qual seja a textura do sentimento da vez.
Tem vez que a vida da gente cansa e, se for suficientemente amada, depois retoma o caminho ainda mais forte. Ainda mais bela, carregada de brotos das flores que mais dizem nossa alma.
Inteira.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: Esta semana foi bem "pesada" aqui em casa, como se...

Devaneios etcétera e tal...: Esta semana foi bem "pesada" aqui em casa, como se...: "Esta semana foi bem 'pesada' aqui em casa, como se diz no bom portugues , portanto estava tentando me distrair na net e achei esta delícia ..."
Esta semana foi bem "pesada" aqui em casa, como se diz no bom  portugues , portanto estava tentando me distrair na net e achei esta delícia de texto que se não fizer voce rir ao menos conseguirá que seus lábios façam um leve movimento de extensão, de alongamento, o que por si só já valerá a minha intenção.
Preste atenção o que nos diz este site masculino.Ah! os homens...




Vocês sabem que mulher é um mal necessário certo? Então nada mais justo do que um guia pra mostrar pra elas que, apesar de estarmos com elas quem manda somos nós!


Namoro:

-Demore a responder os telefonemas dela – ou não responda – para que ela veja quem é que manda.

-Quando ligar para ela, não se preocupe em terminar a conversa que está tendo com alguém do seu lado. Dê a ela o raro privilégio de ficar escutando o que diz para a outra pessoa.

-Sem querer, deixe um recado para uma antiga namorada na secretária eletrônica dela.

-Quando ela lhe perguntar o que vai fazer no fim de semana, resmungue algo sobre sair com os amigos, sem dizer quem são.

-Chegue sempre 25 minutos atrasado quado for levá-la para sair, e depois se irrite na primeira vez em que ela demorar mais alguns minutos.

-Nunca apareça na hora e no lugar combinados

-Leve-a a qualquer restaurante caro, e coma como se fosse sua primeira refeição em semanas.

-Proclame sua ignorância nas artes de arrumar camas, passar roupas, cozinhar e varrer

-Tome posse do seu território: deixe a marca de uma mordida no pescoço dela, ou em outro local bem visível.

-Não fique com ela o resto da noite.

-Espalhe boatos de que ela está dormindo com você, se não estiver.

-Espalhe boatos de que ela não está dormindo com você, caso esteja.

-Esqueça de mencionar que você tem uma namorada.

-Esqueça de mencionar que você tem filhos.

-Esqueça de mencionar que você é casado.

Vida doméstica:

-Renove sua assinatura de “Playboy” – e tenha o cuidado de deixar um exemplar bem à vista quando a mãe dela for visitá-los.

-Recuse-se a jogar fora aquele objeto metálico não identificado na garagem, dizendo: “Pode ser útil um dia”.

-Nunca jogue nada fora, especialmente roupas de baixo. Quanto mais esburacadas, melhor.

-Desafie a si mesmo: veja quanto tempo consegue ficar sem trocar sua roupa de baixo.

-Dê-lhe um sermão sobre o hábito compulsivo dela de viver comprando roupa; depois compre 20 CD`s para você.

-Quando ela apresentar um prato mais sofisticado, pergunte o que há de errado com o bom e velho bife.

-Peça-lhe para fazer um torta de maçã como a que sua mãe fazia; depois, faça careta ao colocar na boca o primeiro pedaço.

-Use as toalhas de rosto para enxugar os pés. São bem mais anatômicas.

-Deixe abaixado o assento do toalete – e não se dê o trabalho de fazer pontaria.

Feriados e aniversários:

-Compre lingerie erótica para ela no Dia dos Namorados… quatro números abaixo do tamanho dela.

-Compre lingerie erótica para ela no Dia dos Namorados… quatro números acima do tamanho dela.

-No aniversário dela, dê-lhe de presente ingressos para um jogo que você está louco para assistir.

-Esqueça o dia do aniversário dela, e dias depois mande-lhe um cartão de desculpas com o desenho de um gatinho com olhos tristes.

Momentos românticos:

-Exiba com orgulho sua destreza manual, usando o controle remoto da TV para ir saltando de canal em canal.

-Fique pálido toda vez que ela falar em casamento.

-Encha a casa de amigos e ligue o som em todo volume, num sábado, quando ela estiver de cama com cólicas menstruais.

-Sempre atribua qualquer mudança do comportamento dela à síndrome pré-menstrual.

-Quando ela estiver de dietas, compre para ela o vídeo de ginástica da Cindy Crawford, e assista-o todos os dias.

Na cama:

-Largue suas cuecas no chão, e diga: “Porra, este lugar está uma bangunça.”

-Roube a metade dela do lençol.

-Durante as carícias preliminares, acaricie e pressione um ponto indeterminado da anatomia dela e pergunte: “É ele?”.

-Diga o nome de outra mulher quando estiver gozando.

-Ligue a TV, ou acenda um cigarro, ou vá mexer na geladeira, ou adormeça – assim que gozar!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: QUANTO NÓS MERECEMOS?Lya Luft

Devaneios etcétera e tal...: QUANTO NÓS MERECEMOS?Lya Luft: "O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haver..."

QUANTO NÓS MERECEMOS?Lya Luft


O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas aprenderiam a lidar com eles.

Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e… mais culpa.

Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável. Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equilibrando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranqüilidade financeira… será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar, ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças mal comportadas que merecem castigo, privação, desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de conserto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE

Devaneios etcétera e tal...: POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE: "O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas cre..."

POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no olho do cu, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.(desconheço o autor)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: Lembranças de uma janela que não me pertence mais....

Devaneios etcétera e tal...: Lembranças de uma janela que não me pertence mais....: "Esta cronica foi escrita por mim direcionada ao comprador de meu ex-apartamento que colocou no jornal de P.Alegre (Zero Hora) logo após adqu..."

Lembranças de uma janela que não me pertence mais...

Esta cronica foi escrita por mim direcionada ao comprador de meu ex-apartamento que colocou no jornal de P.Alegre (Zero Hora) logo após adquiri-lo, um texto muito lindo, agradecendo a oportunidade de eu lhe oferecer a janela do meu apartamento que ele considerava" uma gaiola aberta para o mundo", pois além de ter só vidros e árvores, vivia repleta de passarinhos.

Eis minha resposta, também em cronica, na edição seguinte:









Ao Doutor Dilto Nunes:
Lendo o que o senhor escreveu neste espaço, com o título “Uma gaiola aberta para o mundo” (ZH Moinhos de 22/1), a respeito de sua nova morada na Rua Marquês do Pombal, me senti lisonjeada. Até emocionada, arriscaria dizer.
Morei nesse apartamento, ao qual o senhor dá essa denominação tão carinhosa, por mais de 20 anos. Ali criei meus filhos, levando-os ao colégio todas manhãs, ao inglês, à escolhinha de futebol, à natação, sem nunca precisar sair dos limites do bairro.
O Zaffari me acompanhou todos dias dessa trajetória. A dona Edith Travi, com seus maravilhosos iogurtes. A Primavera, com seus sanduíches incomparáveis, e o Santo Antônio, com seus suculentos filés. Sem falar na pracinha Maurício Cardoso e no Parcão, onde eu levava meus filhos e os cachorros para brincar.
Nele, fui casada e descasei. Lutei contra preconceitos em uma época em que mulher sozinha não era respeitada. Muitas portas se fecharam, mas devo reconhecer que isso serviu para meu crescimento pessoal. Pessoas se afastaram de mim, outras tantas se aproximaram. Fiz grandes amizades, que permanecem até hoje.
Os passarinhos que o encantam, hoje, devem ser os netos dos que pousavam em minha janela, com quem eu conversava sobre minhas tristezas ou compartilhava minhas alegrias vividas ali.
Hoje, o apartamento é seu por direito, mas me permita deixar um pedaço vivo de mim dentro dele. Ali deixei como herança uma história de vida, às vezes, linda, outras, devastadora.
As árvores frondosas, orgulho de todo o bairro, muitas vezes embalaram, ao som do vento, minhas esperanças, e, a cada gorgeio de um novo pássaro que começava a dar seus primeiros trinados, eu nascia novamente, acreditando que tudo na vida é transitório, como na natureza.
Essa janela dá para o mundo, sim, Dr. Dilto! E os pássaros que pousam e cantam para o senhor hoje já não são mais os “meus pássaros”. Pois, assim como eles crescem e deixam o ninho para se aventurarem por outras paragens, os meus filhos também voaram atrás de suas escolhas em outros lugares.
E como meu ninho aí estava vazio, resolvi tomar outros ares, e digo isso sem tristeza, pois aprendi, com os pássaros, que chega um momento em que, se os filhos não abandonam o ninho, a gente mesmo os força, com um leve empurrãozinho a voarem sozinhos.

Um abraço e felicidades na nova morada.

Minha filha...vamos tentar entender...

 Minha filha querida!


A vida nos prega peças e as vezes a gente nem sabe porque tudo acontece.De repente tudo fica de pernas pro ar de uma forma tão inesperada e feroz que perdemos o rumo e o senso.


Mas porque é assim, ou tem que ser assim? Deus não dá a cruz maior do que temos que carregar, escuto como refrão, mas ele é justo, o que me dá forças, e sabe muito bem quando deve ou não agir em nossas vidas.

Tenho certeza que Ele te colocou no mundo juntamente comigo, teu irmão e com teu pai para acertarmos pendências de vidas passadas e que estamos  seguindo à risca  apenas aquilo que foi tratado. E que teremos muitas outras vidas ainda para virmos juntos , em papéis diferentes, trocando apenas os personagens no palco da vida. Não existem culpados nos acontecimentos, o que há, e devemos nos aperceber disto, é o resultado de uma antecipada combinação na outra esfera que fizemos os quatro, com inicio, meio e fim.

E  assinamos este contrato.

Um beijo da mãe.

domingo, 19 de setembro de 2010

Voce é adulto mesmo? (Martha Medeiros)

Um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária.
Você é adulto mesmo?
Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente, divirta-se !
Não que seja fácil.
Enquanto que um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a liberação das correntes.
A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada?
Mil vezes curtir a travessia.
Dia desses recebi o e-mail de uma mulher revoltada, baixo-astral, carente de frescor, e fiquei imaginando como deve ser difícil viver sem abstração e sem ver graça na vida, enclausurada na dor. Ela não estava me xingando pessoalmente, e sim manifestando sua contrariedade em relação ao universo, apenas isso: odiava o mundo.
Não a conheço, pode sofrer de depressão, ter um problema sério, sei lá.
Mas há pessoas que apresentam quadro depressivo e ainda assim não perdem o humor nem que queiram: tiveram a sorte de nascer com esse refinado instinto de sobrevivência.
Dores, cada um tem as suas. Mas o que nos faz cultivá-las por décadas? Creio que nos apegamos com desespero a elas por não ter o que colocar no lugar, caso a dor se vá.
E então se fica ruminando, alimentando a própria “má sorte”, num processo de vitimização que chega ao nível do absurdo. Por que fazemos isso conosco?
Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.

FESTAS:COMO IR?COMO ME COMPORTAR?

CAPITULO 1- COMO SE APRESENTAR

Ao sermos convidadas para uma festa, a primeira coisa que nos vem a cabeça é como devemos nos apresentar, que roupa usar.Sempre achei, por experiência própria,  que isto dependia do bom senso, do savoir- faire, da intuição. Lêdo engano! Muitas pessoas não tem a mínima noção de ocasião e acabam fazendo "feio", como se diz popularmente.
 Por exemplo: fomos convidadas para um churrasco ao meio dia ou mesmo a noite, logo, sabendo-se  que o ambiente será de descontração a roupa não poderia  ser diferente disto: um vestido clean,  ou um bonito jeans com camisa, um casaquinho estiloso ou uma jaqueta moderna de bom corte se estiver friozinho, e  nada de brilhos nem make exagerado.Chamamos isto de traje esporte!
Agora, o convite é para um aniversário  na residencia da anfitriã, independendo da idade da aniversariante, vai pedir uma roupa mais arrojada, tecido nobre, acompanhado de uma bela jóia ou bijoux de classe, sapatos de salto alto e finos(saltos grossos jamais), uma bolsa chic que arremate o traje.Mas por ser uma veste mais elaborada não há necessidade de exageros, pois vamos lembrar que  sempre "menos é mais".Chamamos de traje social!
E se for uma festa que pede uma roupa mais elaborada, homens engravatados ou black tie, geralmente bailes de debutantes,  casamentos, algumas formaturas, aí  voce poderá ousar, com longos, amplos decotes, mais adereços.Uma maquiagem mais elaborada, jóias, brilhos.
Vamos a alguns exemplos:

Um encontro descontraído...vestidos básico com bons acessórios, jeans com camisetões ou com camisas..





Agora, se o convite é mais formal, pedindo mais elaboração, vejamos meu palpite...Rendas e recortes estão em alta.E sempre salto alto !





 Bem, agora vamos para o último quesito:se a festa requer um vestido longo, requintado, ou mesmo um curto, se voce preferir, mas de grande impacto..Vamos ao que está em alta no mundo da moda:( alguns destes modelos voce encontra na GB Dallegrave )















Não esqueça de acessórios chics e saltos altos, sempre!

CAPITULO 2:  COMPORTAMENTO


Bem, de que vale saber como nos apresentar se na hora dos cumprimentos, de sentar a mesa, ou mesmo de aceitar um canapé não sabemos como agir de forma elegante?Não adianta estarmos vestindo um Dior autentico se ao pegar os talheres ou utilizar os copos enfileirados errarmos feio causando constrangimento a quem nos acompanha ou nos convida, cometendo gafes.

Vejamos regras básicas:

Gafe vem do francês Gaffeur, que nada mais é do que a pessoa que comete gafe!
Ao contrário que muita gente pensa, não se deve tentar consertar uma gafe, ao fazê-lo, a tendência é piorar a situação ainda mais. Para que se evite gafes, ou para que, caso você não saiba o que fazer, pedir ajuda nunca é demais.
Todo mundo sabe que colocar o cotovelo na mesa numa refeição formal não é nada elegante, mas há muito outros detalhes além do seu cotovelo.
Ao ser convidada para sentar à mesa, é a dona da casa quem dá o sinal ou faz o convite.Chegando à mesa, espere que ela lhe diga qual o lugar que deve ocupar.Não demore demais para atender ao chamado. Mas também não se precipite e nem se sente no primeiro lugar que lhe agradar, como no lugar da dona da casa, que é a cadeira da extremidade.

Os talheres parecem instrumentos cirúrgicos?
Tudo é arrumado na mesa para auxiliá-la durante a refeição e os talheres são distribuídos na ordem de seu uso, de fora para dentro. Portanto, vá utilizando naturalmente os mais próximos do seu alcance. Mas, se alguma dúvida persistir, espere um pouco e observe alguém.
Não pegue um talher para depositá-lo imediatamente ou trocá-lo por outro, nem faça comentários em voz alta sobre qual talher deverá ser usado.

Regras básicas:
Limpe discretamente a sua boca antes de usar os copos para evitar que manchas de comida fiquem no copo, isso poderá causar efeitos desagradáveis em quem estiver próximo de você. Quanto aos talheres, segure a faca com a mão direita, com o dedo indicador mais próximo da lâmina sem encostar, e, enquanto estiver utilizando a faca, maneje o garfo com a mão esquerda. Tratando-se de uma comida que não necessite ser cortada, utilize o garfo com a mão direita. Os alimentos são cortados à medida que se come. E a sopa se toma com a colher de lado, e não colocando a ponta na boca.
Por favor, jamais pique todos os alimentos para depois comê-los só com o garfo ou colher, lembre-se que você não está num boteco. Ficar "passando" com os talheres da mão direita para esquerda ou vice-versa. Não beber a água, ou o vinho todo de uma vez. Não sopre a sopa para esfriá-la.

O que será servido?
Parece que inventaram alimentos para criar vexame, mas tenha calma você não precisa se sentir um cirurgião com tantas ferramentas na mesa à sua frente. Não se deixe intimidar. A salada deveria vir em pedaços de dimensão ideais, mas caso isso não ocorra, corte as folhas com o garfo( poucas vezes) ou dobre-as sempre com garfo. A forma correta de se comer um coquetel de camarão é usando a colher para o molho e os camarões menores e os camarões graúdos com o garfo.Mamões e melões cortados ao meio comem-se com a colher.
Evite "lutar" com a comida, demonstrando esforço ao cortar ou erguendo muito os cotovelos. Não se debruce sobre o prato, leve o garfo até a sua boca. Não se sirva de grandes bocados de cada vez como uma folha de alface inteira. Não faça ruídos ao mastigar. Não fale de boca cheia. Se houver uma comida de que você não gosta ou não quer se arriscar, não a recuse; sirva-se de uma porção mínima, coma o que puder e deixe o resto no prato, ou seja, disfarce, diga que está em regime.

O bate papo à mesa
Se você estiver conversando, dê um tempo para a sua mastigação, antes de falar qualquer coisa, para evitar que pedaços de alimentos respinguem na cara da pessoa que está ao seu lado.
Não converse só com a pessoa mais conhecida ou mais bonito(a). Não fale alto demais e jamais dê risadas escandalosas, principalmente quando estiver com comida na boca. E não fale sempre com o rosto voltado para o prato.Por favor evite assuntos constrangedores e se acontecer se abstenha de opinar.Fofocas, falar mal de alguém em qualquer lugar público,  é de última!
Se oferecerem lavanda à sua frente em uma tijela de vidro ou de outro material sobre um prato, você deverá usá-la para molhar somente as pontas dos dedos e colocá-la à esquerda do prato, isso serve para limpar os dedos quando você come algo gorduroso com as mãos. Se o garçom colocá-la à sua esquerda, utilize-a depois de ter comido.

Posso fumar?
De preferência, não, mesmo que a dona da casa coloque cinzeiros e cigarros à mesa. Os que não fumam, com certeza não irão gostar da sua idéia. Ou em ultimo caso vá até o jardim e fume lá.

Acidentes de percurso

1-Derramei a bebida na mesa, e agora? - Evite exagerar o seu constrangimento. Peça desculpas à dona da casa moderadamente (não precisa se ajoelhar para pedir desculpas). Certamente ela te colocará à vontade.
2-Derramei comida no colo! - Se for coisa pequena, limpe discretamente com o guardanapo e deixe assim mesmo. Em caso de desastre maior como derramar a sopa inteira, peça licença a todos e vá limpar-se no banheiro. E não fuja de vergonha.
Se derramarem comida em você - e o garçom ou o vizinho mancharem sua roupa com comida, não faça escândalo. Diga com naturalidade e displicência, que não há importância e que não foi nada, mesmo que o seu vestido tenha saído uma fortuna para aquele jantar especial. Melhor dessa forma, pois agir com ignorância não vale a pena. Se puder, diga algo divertido para aliviar o constrangimento do desastrado. Seguramente alguém elegante fará o mesmo para você caso você derrame comida em alguém.
3-Se cair alguma coisa?guardanapo, talheres? - Não se debruce para pegar o talher. Peça outro discretamente ao garçom, pois dessa maneira muitos convidados nem irão perceber.

POR FAVOR, EVITE!
- Começar a comer antes da dona da casa. Comer feito um leão. Comer devagar demais, atrasando todos, ou depressa demais, acabando antes de todos. Jamais monopolize a conversa até mesmo daqueles que estão distantes falando de algo que te interesse. Não diga "ESTOU VARADA DE FOME" " DESDE MANHÃ NÃO COMO NADA" " ESTOU ESTOURANDO DE TANTO COMER", não palite os dentes, nem fique olhando a marca nas costas do prato, etc.

Em resumo:
Quer fazer bonito?

Vista-se de acordo com a ocasião, mantenha-se sempre natural , elogie discretamente a comida, mas não todas e, sim, a que realmente lhe agradar. Fique sempre atenta ao garçom, para facilitar seu trabalho de serví-la pela esquerda e tirar os pratos pela direita. Beba e coma com moderação.

E BOA FESTA!


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Devaneios etcétera e tal...: A FAVOR DE GENTE NÃO TRANSPARENTE

Devaneios etcétera e tal...: A FAVOR DE GENTE NÃO TRANSPARENTE

A FAVOR DE GENTE NÃO TRANSPARENTE





(ou melhor dizendo: reaprendendo a arte de calar)-Fernanda Mello

Uma coisa que me incomoda hoje em dia é o excesso de sinceridade das pessoas. É um tal de jogar verdades na cara, de falar o que se pensa sem ser questionado... Deus me livre! E o mais agravante: as palavras são ditas sem que ninguém se dê ao trabalho de se colocar no lugar do outro. (Ei, eu precisava ouvir isso agora?). Não importa. A necessidade de DIZER calou o bom senso.
Penso sobre isso e me pergunto: onde está a gentileza e a boa educação? Para quê tanta falta de noção (consigo mesmo e com os outros)? Será que a tecnologia, com seus blogs, twitters e tudo mais, nos deixaram livres demais e esquecemos nossos filtros internos na vida real? Será que nos tornamos tão individualistas que perdemos o fio da meada? Isso me deixa confusa, confesso. Nossas pequenas necessidades não deveriam ser mais importantes que o outro. Morro de medo de me perder nisso e me questiono diariamente: será que estou me tornando uma pessoa para a qual eu escreveria esse texto?
É, turma. Ser gentil nos dias de hoje se tornou um exercício. Saber a hora certa de falar (ou de calar) também. Está a fim de dizer abobrinhas? Vai pra terapia, tem gente (boa) especializada nisso. Está a fim de descarregar suas frustrações? Vai pra uma aula de boxe, dá uma corrida, abraça uma árvore... Mas, por favor, não diga em nome da pobre-coitada da sinceridade, verdades que só irão piorar o seu dia (ou o do outro).
Será que antigamente era assim? Nossas avós e bisavós diziam tudo o que pensavam e ainda se orgulhavam disso? Pelo que eu me lembre, não. Mas posso estar enganada. As mulheres da minha família têm muito jogo de cintura e sempre souberam a hora certa de NÃO dizer. Porque – vamos combinar! - o que não dizemos, às vezes, é muito mais importante do que aquilo que foi dito. Será que ninguém se lembra daquelas conversas que, quando crianças, tínhamos com os adultos e eles nos ensinavam que, se não temos nada de bom a acrescentar, deveríamos ficar quietas? Escrevo isso e me lembro daquela famosa frase que sempre surge nos horóscopos e conselhos dos mais sábios: “a palavra é de prata, mas o silêncio é de ouro”.
Então tá. Se fosse fácil, não estaríamos vivendo essa crise de sinceridade mundial. Existe uma linha tênue aí. Nós adoramos falar e mostrar nossas opiniões. Expressar-se é uma das melhores coisas do mundo (e estou aqui – escrevendo - para provar). Mas quando isso prejudica (ou magoa) o outro, então é melhor pensar duas vezes, concordam? “A verdade salva!”, alguém, gritou! Sim, em alguns casos, salva. Mas, em outros, pode dar uma confusão danada. Ou gerar sentimentos que poderiam ficar fora do roteiro.
Quer exemplos simples pra ilustrar? Uma amiga está fazendo dieta a duras penas e ouviu, da professora de inglês, que parece estar mais gorda do que há um mês atrás. PRECISAVA? Mais: um rapaz saiu, após seu divórcio, com minha vizinha, e falou durante todo o primeiro encontro sobre como a ex-esposa era maluca e como atiravam objetos um no outro. SENSATO? Uma outra conhecida (que também acha que as pessoas cometem sincericídio nos primeiros encontros) saiu com um paquera incrível e disse, antes do garçom chegar, que faltou à depilação só pra não correr o risco de ceder aos encantos do moço e deixar que ele a levasse pra cama (coisa que não nunca aconteceu). E a lista não para nunca: o namorado de uma prima contou que já teve um affair (antes do casal se conhecer) com uma amiga do trabalho. NECESSÁRIO? Não. Ainda mais que a mulher é o uó do penacho preto, ainda trabalha no local e minha prima agora fica se questionando sobre o mau-gosto do rapaz. (Além de fantasiar que a ex vai chegar de cinta-liga tamanho extra-extra-extra-large para trabalhar).
Pergunto a vocês: nesses casos, o que salva? A verdade ou o silêncio?
Aí vem algum boçal e me diz: a verdade dói, meu bem. Eu concordo. A verdade dói SIM e, por isso mesmo, deve ser dita com muito jeito. Entende? Eu não compreendo que moda é essa de dizer tudo o que se passa pela cabeça. Cadê o filtro, gente? Pra que tanta verdade? Ou melhor: porque essa necessidade de ser tão transparente? É alguma culpa católica? As pessoas, em nome da verdade, vão ser absolvidas por serem más ou egoístas? Por magoarem o outro? Eu vou falar uma coisa que eu guardo a sete-chaves: eu sempre desconfio de gente que se diz transparente. Dá pra confiar em alguém assim? Pra começar, quem se diz transparente, mente. Todo mundo tem seus sagrados. Seus segredos. Seus mistérios. E é bom que eles sejam preservados. Por isso, preserve-se. Preserve-os. E saiba a hora certa de se calar porque – convenhamos –a gente tem dois ouvidos e uma só boca não é à toa.

FRANCESCA ROMANA- PESO, PRESENÇA,PODER!

Francesca Romana Diana é uma das mais conhecidas designers de bijuteria no Brasil e no mundo. Hoje seu atelier é no Rio de Janeiro, e suas peças podem ser encontradas em todo mundo, tanto nas suas próprias boutiques em Ipanema, São Paulo, Brasília, Madrid, Paris e Bruxellas como também nas multi-marcas importantes da atualidade.
Ela mesmo nos fala:Quando cheguei ao Brasil, duas décadas atrás (e quem sabe antes mesmo, aos dez anos de idade, ao receber da mão do meu pai uma caixinha com pequenas amostras), me encantei irreversivelmente pelas pedras brasileiras. Agora compreendo que, finalmente, este é o momento certo de concretizar uma ideia presente ao longo da minha trajetória como designer.Hoje os brasileiros também amam as pedras de seu país, conscientes de seu valor e de que aqui temos mais variedade, maior quantidade, com tecnologia e qualidade competitivas. Atualmente, as melhores coleções de jóias do mundo não podem prescindir das pedras brasileiras, contando, além do mais, com a força do nosso design – de fôlego inesgotável e nitidamente caracterizado pela criatividade.
Pessoalmente,me encantei com a coleção da artista, inspirada na baía ensolarada de Napoli, incrustada entre Capri, Positano, Vesúvio e Costa Amalfitana, que serviu de inspiração para as peças mostradas abaixo.São corais,turquesas, contas de coco e pérolas.
Está estourando por aqui neste verão o coral e a turquesa,na maioria das vezes juntos em looks estravagantes e ousados, muitas pérolas, pedras combinadas entre si ou "solas" .Tudo em grande profusão beirando o exagero.
Ah! Para as noveleiras as peças Francesca Romana Diana estão presentes nas personagens Amanda e Desirée, da novela Tititi que   também se encantaram com os produtos e apareceram no capítulo do dia 31 de agosto fazendo várias poses para o fotógrafo Ricky . 



















terça-feira, 14 de setembro de 2010

Griffe- uma loja que é marca de vestir bem.

 Oi amigas!

Quem conhece sabe que tudo é um luxo nesta loja que fica na 24 de oiutubro quase esquina Florencio Ygartua.
Quem não foi ainda ver as maravilhas que a Elenita trouxe há pouco deveria aparecer nem que seja para dar uma espiadinha e tomar um cafézinho caprichado..Como eu adoro o preto e acho uma cor chic para qualquer evento a qualquer hora trouxe para voces alguns modelitos que me agradaram.Sem falar no longo deslumbrante que coloquei também junto aos pretos curtos.
Não se deve esquecer que vai imperar muita renda, cores fortes como o laranja, amarelo, turquesa assim como o nude, babados, e muitas estampas de flores vão ser a tendência desta primavera que já começa.







Vamos ver o que Elenita tem a nos dizer:

Parece um consenso da última década das coleções de moda, vestir o clima de relax total. Esse clima, entretanto, deve ser condição necessária, mas nunca suficiente.
Todas as mulheres realmente elegantes sabem que estar confortável é absolutamente necessário, mas aquele plus que é composto por bom senso, originalidade, sofisticação e glamour, poucas tem.
Privilegiar tecidos nobres, modelagens aprimoradas e acabamentos perfeitos é fundamental.
Tentar adequar todas estas variáveis ao seu estilo é igualmente fundamental.
As referências retrós são uma fonte de inspiração para esta estação, misturadas que estão a linhas despojadas e por vezes nostálgicas.
Há todo um mix de peças contemporâneas como o vintage aparecendo fortemente na festa, em vestidos longos que misturam rouges, rendas com toques de alfaiataria, como nos vestidos smoking.
O cocktail dress será um must, já que a mulher mais do que nunca trabalha e tem muitos convites para eventos ao final da tarde ou à noite, sem no entanto poder usar um longo.
O luxo impera nas criações para festa, manifestando-se nos bordados, rendas, cristais, detalhes handmade superespeciais como drapês e cascatas em dobraduras. Modelos volumosos confeccionados em moulage, acentuando-se nas saias com imensas caudas, dobraduras e tomas de alta costura. Cores como grafite, musgo, asfalto, nude, marinho, marrom e preto, convivem em harmonia com rubi, pink, verde, azul real.
Terminados os grandes desfiles de moda das coleções da temporada, fica sempre uma reflexão: priorizar o comportamento na forma de vestir parece sempre o mais sensato e fazer com que prepondere a fusão de estilos aí apresentados, adequando-os à nossa realidade pessoal.

Beijos Elenita e sucesso!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SEXO SEGURO!

Você lembra do tempo em que “sexo seguro” significava usar camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez? Esqueça, os bons tempos terminaram. Confira aqui as dicas para sexo seguro que um homem deve observar no maravilhoso mundo feminista moderno!

A coisa está ficando assim: sabe aquela gatinha que você conheceu na balada, que deu a maior mole, você convidou para um motel e ela topou?

Primeiro: leve a garota à uma emergência hospitalar e solicite um teste de dosagem de álcool e outros entorpecentes, para evitar acusação de posse sexual mediante fraude. (Art. 215 CPB)

Depois passe com ela em um cartório e exija que ela registre uma declaração de que está praticando sexo consensual, para evitar acusação de estupro. (Art. 213 CPB)

Exija também o registro de uma declaração de que ela está praticando sexo casual, para evitar pedido de pensão por rompimento de relação estável. (Lei 9.278, Art. 7)

Depois vá a um laboratório e exija o exame de beta-HCG (gonadotrofina coriônica humana) para ter certeza que você não é o pato escolhido para sustentá-la na gravidez de um bebê que não é seu. (Lei 11.804, Art. 6)

No motel ou em casa, use camisinha e nada de “sexo forte” pra evitar acusações de violência doméstica e pegar uma Maria da Penha nas costas. Além disso, você deve paparicá-las, elogiá-las, jamais criticá-las ou reclamar coisa alguma, devem ser perfeitos capachos, para não causar qualquer "sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral”, sem que tenha obviamente os mesmos direitos em contrapartida. (Lei 11.340 Art. 5)

Na saída do motel, leve-a ao Instituto Médico Legal e exija um exame de corpo de delito, com expedição de laudo negativo para lesões corporais (Art. 129 CPB) e negativo para presença de esperma na vagina, para TENTAR evitar desembolsar nove meses de bolsa-barriga caso ela saia dali e engravide de outro. (Lei 11.804 Art. 6)

Finalmente, se houver presença de esperma na vagina da moça, exija imediatamente uma coleta de amostra para futura investigação de paternidade (Lei 1.060, Art. 3, inciso VI) e solicitação de restituição de eventuais pensões alimentícias obtidas mediante ardil ou fraude. (Art. 171 CPB)

Fazendo tudo isso, TALVEZ você possa fazer “sexo seguro”…
se ainda estiver interessado!

domingo, 12 de setembro de 2010

OS ABOBADOS DA ENCHENTE!( by Afif Simões Neto)


Li ontem em Zero Hora esta crônica e procurei seu autor no Google.Eis que ele pertencia ao Face e logo neste mundinho virtual consegui localizá-lo.Eis  o texto que achei irônico e certeiro a todos "abobados da enchente", mesmo aos que não se consideram.



Ouvi o dito popular há muitos anos atrás, mas nunca tinha me interessado na averiguação da sua origem. Agora descobri, lendo as reminiscências do Dr. Sérgio da Costa Franco. Nas "Memórias de Um Escritor de Província", aquele notável historiador, ao comentar a grande enchente de outono de 1941, em Porto Alegre, fala do desamparo das vítimas da calamidade, gerando nelas tamanho assombro que fez nascer na cidade a expressão o abobado da enchente.
As pessoas ficavam dias e dias fora de casa, com a perda de quase todos os pertences. Dos lugares mais altos, livres da inundação, olhavam sem esperança as águas subirem cada vez mais, num estado de estupefação que se confundia com a debilidade mental. Explica o escritor que, por muito tempo, qualquer palermice que se cometesse era explicada com crueldade: "Coitado, ele é abobado da enchente!Pois o movimento de subida da maré daquele outono antigo apateta gente até hoje, deixando-as ao desabrigo da bestialidade:

Abobado da enchente é quem passa pela vida preocupado unicamente em acumular dinheiro, como se, ao morrer, pudesse levar nos beirais da mortalha o que guardou na caderneta de poupança.

Abobado da enchente é quem larga mulher e filhos para se juntar com uma guria bem novinha, que quando diz "eu te amo tanto, meu velho" não olha para os olhos, mas para o extrato bancário do trouxa.

Abobado da enchente é quem entra na política pensando em se acomodar no dinheiro público. Quem saqueia o povo faz para si um mal tão grande que nem o próprio povo deseja.

Abobado da enchente é todo aquele que, ao invés de consultar um médico para saber o que pode ser aquela dor aguda, vai atrás do afamado curandeiro recém chegado na cidade.

Abobados da enchente são todos os que futilizam a vida, como se ela fosse um liquidificador a produzir o mesmo caldo insosso na próxima manhã amarelada.

Abobado da enchente é aquele que não acredita no sonho da transformação. Aquele que já não guarda mais nem uma parte de si mesmo para renovar-se na utopia.

O abobado da enchente é quem acha que são os outros os únicos culpados pela sua permanente infelicidade. Se pesquisar junto ao espelho, encontrará fácil o exclusivo responsável.

Abobados da enchente são todas aquelas pessoas que jogam a saúde pela janela, em busca de patrimônio, e depois vendem tudo na tentativa de vencer a doença nascida daquela procura.

Abobado da enchente é quem se considera uma irremediável vítima da sociedade.

Abobado da enchente é principalmente aquele que acha que a viagem pelo mundo desconhecido não vale o cansaço.

O abobado da enchente tem a certeza de que vai durar perto de cem anos, e que, por isso, tem tempo de sobra para se incomodar com bobagem.

E o maior dos abobados fui eu, quando deixei de acreditar em Deus!