sábado, 31 de julho de 2010

O segredo dos teus olhos.-O filme.

Sinopse:
Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.
 
 
O diretor Juan José Campanella (com o filme 'O Filho da Noiva) volta aos cinemas com este filme imperdível.
Em ‘O Segredo dos Seus Olhos‘ temos a vida de um homem passado a limpo. São 25 anos que serão revistos, minuciosamente, através de um livro do qual ele se dispôs a escrever após aposentado. Numa tentativa de entender porque não viveu na plenitude. Porque apenas exerceu seu ofício. Teria sido por timidez? Faltou-lhe arrojo? Ousadia? Porque paixão existia. Desde que olhou pela primeira vez para uma certa mulher. Ou melhor, ambos se olharam, e nesse primeiro olhar muito disseram, mas nada sonorizado.

Os personagens são muito bem construídos durante a trama e volta e meia ele faz flashback da historia. Com isso, acaba trazendo novos elementos a cada momento o que vai tornando a historia cada vez mais interessante.
Este é um filme de olhares que dizem mais que palavras, de segredos, de amores platônicos e desejos não realizados. Vidas que se cruzam mas  que não produzem troca de  afetos porque falta a coragem de verbalizá-los  e de poder com isto, vivê-los plenamente.
O cineasta Campanella trabalha com seu ator preferido, Ricardo Darin, adaptando  um romance de Eduardo Sacheri com  maestria, juntando no mesmo filme diversos tipos de gêneros do cinema, tais como suspense, drama, romance, policial, comédia, denúncia política (uma parte do filme se passa durante a ditadura militar argentina) e até uma pitada de film noir.
O filme busca também fazer um estudo do que leva uma pessoa a ficar obcecada, em contraste com o vazio existencial enfrentado por Espósito e o que ambos sentimentos geram de consequencias.
É imprescindível não esquecer do ótimo trabalho de caracterização, que contribuiu para dar maior realismo a trama, já que o envelhecimento e rejuvenescimento dos atores ao longo do filme é digno de grandes produções americanas.

A produção teve grande êxito comercial na Argentina, perto de 1 milhão de expectadores, além de ter tido boa recepção pela crítica.
Recomendo!

Com este filme me veio  a lembrança um poema de Sophia de Mello Breyner sobre a solidão e o vazio:

Num deserto sem água

Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero,
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

Eu adoro bichos, principalmente cães...e acredito no seu amor incondicional!ADOTE!

Triste porém verdadeiro. A percepção dos animais, a sua amizade verdadeira, seu amor por nós. A necessidade que tanto as crianças como adultos e idosos tem deles, hoje comprovado científicamente tanto pela alegria da companhia como pelo confôrto espiritual que representam, me faz pensar, cada vez mais, que a pessoa  que não gosta deles,principalmente quem maltrata, tem alguma anomalia. video video

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Este último video,'Amor em Santorini" não é o amor de Totó e Chiara em Toscana(rs), é para darmos algumas risadas, e curtirmos a fantasia de um amor animal...  video

Se for este rapaz aí da foto dou força...o investimento tá valendo!

Minhas queridas amigas(sim isto é para nós mulheres avaliarmos o quanto...)
Li este texto certa vez e guardei por achar que a pessoa que o escreveu "acertou na mosca" como se dizia(ou ainda se diz?). Conseguiu sintetizar todo o caminho que uma mulher trilha  ao ser convidada por aquele homem especial (será tanto?)para um jantar.E como hojé é sábado, dia que geralmente rola um programinha a dois, especial, vamos ao texto e certamente nos identificaremos....(os sobressaltos  em vermelho são meus, pois não consegui ficar calada)!!


Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas.
Você, mulher, está flertando um Zé Ruela(gostei do termo) qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar. Pronto, acabou seu último minuto de paz. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos
canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também pára de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.
Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...
As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça. E nessa se vai mais uma hora do seu dia.
Dependendo do grau de importância que se dá ao Zé Ruela em questão, pode ser que a mulher queira comprar uma roupa especial para sair com ele. Mais horas do seu dia. Ou ainda uma lingerie especial, dependendo da ocasião. Pronto, mais horas do dia. Se você trabalha, provavelmente vai ter que fazer as unhas na hora do almoço e correr para comprar roupa no final do dia em um shopping.
Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.
Parabéns, você conseguiu montar o alicerce básico para sair com alguém. Pode ir para a cama e tentar dormir, se conseguir. Ah sim, você vai dormir, com fome. A dieta do queijo continua.
Dia seguinte. É hoje seu grande dia.
Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.
E não adianta pedir indicação de roupa para eles, os malditos não dão sequer uma pista! Claro, para eles é muito simples pois só precisam tomar uma chuveirada, vestir uma camisa Pólo e uma calça jeans e estão prontos, seja para o show de rock, seja para um fondue. Nesse pequeno cérebro do tamanho de um caroço de uva só existem três graduações de roupa: Bermuda + Chinelo, Jeans + Pólo, Calça Social + Camisa Social. Quando você pergunta se tem que ir arrumada é quase certo que ele abra a boca e diga: 'sei lá, normal, roupa normal'. Eles não sabem que isso não ajuda em nada.
Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Óleos, sabonetes aromáticos, esfoliação, etc. E o cabelo? Tem que fazer uma lavagem especial, com cremes e etc. E depois ainda vem a chapinha, prancha e/ou secador.
Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Melhor nem contar tudo que eu faço em matéria de maquiagem, se não vocês vão me achar maluca, digo, mais maluca. Como dizia Napoleão Bonaparte, 'Mulheres tem duas grandes armas: lágrimas e maquiagem'. Considerando que não faço uso das primeiras, me permito abusar da segunda. Se você for uma pessoa normal, não perde nem vinte minutos passando maquiagem.
Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica um cu. Se for um desses dias em que seu corpo está um cu e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.
Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da ligerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foda'. Você veste a calcinha. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir. Nessas horas a gente emburrece e acha que qualquer deslize que fizer vai espantar o sujeito de forma irreversível.
Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.
Só quero que os homens saibam que é um momento tenso para nós e que ralamos bastante para que tudo dê certo. O ar de tranquilidade que passamos é pura cena. Sejam delicados e compareçam aos encontros que marcarem, ok? E se possível, marquem com antecedência, para a gente ter tempo de fazer nosso ritual preparatório com calma...
Apesar do texto enorme, quero deixar claro que o que eu coloquei aqui é o mínimo do mínimo. Existem milhões de outras providências que mulheres tomam antes de encontros importantes: clarear pêlos (vulgo 'banho de lua'), fazer drenagem linfática, baby liss... enfim, uma infinidade de nomes que homem não tem a menor idéia do que se trata.
Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. Eu, como boa loser que sou, lido do pior jeito possível. Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.
Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'. Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada. Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, MUITO GRAVE! A GENTE SE MOBILIZA DEMAIS POR CAUSA DELES!
Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'MMM... ta cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.
Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.
Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:
Roupa.............................................................R$50,00(me diz em que loja?)
Ligerie............................................................R$50,00(conjuntinho da C&A)
Maquiagem....................................................R$50,00(por um "expert" está R$ 80,00)
Sapato...........................................................R$50,00( me diz em que loja 2?)
Depilação.......................................................R$50,00( só se for só a virilha ou só a sobrancelha)
Mão e pé........................................................R$15,00(gostei do preço...aonde fica?)
Perfume........................................................R$20,00(que marca é esta?)
Pílula anticoncepcional...............................R$15,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$300,00(coloquem bem mais) para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL!!! A gente gasta muito mais para sair com eles do que eles com a gente!

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Quem sou eu?


Uma partida de xadrez muito duradoura, que como sempre tem o objetivo de dar xeque-mate em algum adversário.


Um pensamento que o subconsciente aceitou como verdadeiro.


Uma folha em branco que não tem mas espaço para ser escrita.


Sou o pensamento que transige neste momento em sua mente.


A reflexão da imagem do qual você não consegue ver.


Um enigma, talvez o imaginário para aqueles que que não conseguem me desvendar.


Deves se submeter a um exame interior, pondere, reflita, concentre-se, pense... Quem sou eu?
(Mariana Gueiros)

Parafraseando...

Minha alma é a caixa de Pandora. É a caixa de bombons de Forrest Gump. É códex de mim mesmo e de tudo que me aconteceu. Meu confronto com solidões intermináveis e o meu estar na multidão .É o meu hipertexto de vida e que não me levou a lugar nenhum . É a minha duplicidade de santa e profana, de dançarina e de paralítica. Sagrada miscelânea esta minha alma. Que eu um dia a entenda!E que não seja tarde demais!(eu)


Eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca para poder ser feliz. E entenda que temos tudo para que isto ocorra, pois a gente admira um ao outro  desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sózinho, a gente acha que o mundo está maluco e sonha com a nossa praia longe da civilização e com sonos intermináveis. A  gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro quando dormimos de conchinha. Lembra que a gente se reconheceu quando se viu pela primeira vez?

Eu só lamento ter visto tantas possibilidades em nós e tu não ter visto nehuma em mim...

Quando, finalmente, criou coragem e deixou de dar casa, comida e roupa lavada para a tal dor, ela desapareceu.(A.Giácomo)

      Sonhei e fui, sinais de sim,
      Amor sem fim, céu de capim,
      E eu olhando a vida olhar pra mim.

Sonhei e fui, mar de cristal,
Sol, água e sal, meu ancestral,
E eu tão singular me vi plural.(Lenine)
Tem dor que vira companhia. Olhando de perto, faz tempo que deixou de doer, só tem fama, mas a gente não solta. Quem sabe, pelo receio de não saber o que fazer com o espaço, às vezes grande, que ficará desocupado se ela sair de cena. Vazio é também terreno fértil para novos florescimentos, mas costuma causar um medo inacreditável.



"Há dois modos de escrever. Um, é escrever com a idéia de não desagradar ou chocar ninguém (...) Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, doa a quem  doer , haja o que houver - cadeia, forca, exílio."

Eu sei que sou exatamente o que 98% dos homens não gosta ou não sabe gostar: eu falo o que penso, abro as portas da minha casa, da minha vida, da minha alma, dos meus medos. Mas eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer.


"brigar é estar junto ao contrário.
Já separar-se é mais sério, tiramos um pedaço do outro de dentro da gente."


Em uma relação não se entra só com uma parte, é preciso entrar por inteiro pra conseguir sair dela por completo.


"Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e tambem me curei"!! ( Diogo Caceres - blog : Tocando em frente )


"Não tenho medo da altura, somente do impacto da queda". Do filme ' Vanilla Sky'
















quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lady Gaga - Speechless (Live at the VEVO Launch Event)

Maroon 5 - Sunday Morning

Ben Harper - With My Own Two Hands

Passe em casa - Tribalistas

os tribalistas (ja sei namorar)

Eric Clapton/Tears in heaven

jack johnson - better together (live)







Uma cadeira vazia, representa o vazio, a ausência do gesto, um palco sem atores, uma voz sem ser ouvida



BOM DIAAAAAAAAAA!




Hoje meu humor está melhor, basta ver o meu "Bom dia", extenso, parece que está se espreguiçando de uma noitada feliz.


Hoje consegui ler meu jornal pela manhã, fato inusitado, pois a maioria das vezes venho a saber de um conhecido que morreu e já foi enterrado(cremado) e nem consegui compartilhar com a familia àqueles momentos de dor, outras, encontro nas listas dos aprovados no vestibular aquele bebê que nasceu e não li a participação


Bem, isto tudo é para dizer que lendo hoje logo após acordar, eis aí o fato inusitado, a coluna do David Coimbra, no ZH, cronista do qual sou fã incondicional pelo seu estilo de falar de coisas sérias de maneira leve e engraçada,me chamou atenção "um nó no lençol", onde ele não querendo dar sua resposta direta ( mas dando) se é contra ou a favor de bater nos filhos para educar, conta o fato de um pai que saindo cedo e voltando tarde todos os dias do trabalho e sendo assim não podendo beijar a filha de maneira que ela o soubesse, pois sempre a encontrava dormindo, combina de dar um nó no lençol a cada vez que este beijo é dado no silencio do quarto.


Sem dúvida, diz ele, esta combinação surte mais efeito que uma palmada.


Este nó no lençol me trouxe a memória um gesto que minha mãe costumava inventar nas Copas do mundo, quando o Brasil estava perdendo e mesmo sem entender nada de futebol queria se tornar solidária ao nosso sofrimento frente a tv."Vou dar um nó no lençol!"- dizia ela. Além de dar sempre certo, este simples gesto de cumplicidade ficou retido nas minhas lembranças até hoje, mesmo sem ela estar mais nos acompanhando nas Copas.


Será por isto, pela falta dos nós dela no lençol, que não ganhamos este ano?Fica a pergunta no ar...




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Li um artigo dia destes que não consigo me lembrar a autora, mas muito irônico, e acho que poderia não se estender apenas aos homens de B.Horizonte como ela diz mas a quase totalidade dos homens das nossas metrópoles.Vou trazer para voces o artigo e depois me digam se não existe algo de verdadeiro no comportamento do "homerio" em geral.



Os Homens de BH



Belo Horizonte é a única cidade no mundo onde homem corre de mulher. Pra bem longe. Funciona da seguinte forma: uma cidadã dá dois passos em direção a um cidadão belo-horizontino. E ele dá dois passos na direção contrária. Feia ou bonita. Alta ou baixa. Gorda ou magra. Não interessa. Eles simplesmente não estão a fim de você. Essa é a dura realidade daquelas que estão solteiras em Belo Horizonte.Nem experimente paquerar um cidadão nessa cidade. Ele a fará se sentir a pior das criaturas. Cruzeirenses ou Atleticanos. Pobres ou ricos. Feios ou bonitos. Eles se acham as última bolachas do pacote. E não são.Numa cidade com 35 mulheres pra cada homem (minha estatística!), esses infelizes se acham na condição de escolher o cruzamento da cara da Gisele Bundchën com a bunda da Juliana Paes. E, enquanto eles esperam suas musas, se acham no direito de destratar ou ignorar as pobres mortais da capital mineira. Eles não são gays. Gays sabem tratar muito bem uma mulher.Mas, casos que tenho visto por aí colocam em dúvida a masculinidade desses cidadãos. Tenho uma amiga que buscava e levava o cara em casa, pagava motel e ele se achava no direito de dar end nela. Homem que trata mal mulher é o fim da picada. Em contrapartida, as mulheres de Belo Horizonte ficaram mal-acostumadas. No sentido exato da palavra. Acostumadas com o pior mesmo. Elas aturam homens da pior qualidade. Ligam pra caras que dão end nelas, racham conta de cinco reais, pegam homens que pegam dois ônibus pra chegar na casa delas, se enrolam com caras que têm namorada, pegam homens a pé e se sujeitam a buscar e levar o cara lá na puta-que-pariu. E a lista não pára por aí. Ainda tem homem malcriado. Homem que desliga o celular no final de semana. Homem que aparece na sua casa com revista de mulher pelada debaixo do braço. Homem que liga de madrugada depois que viu que não ia pegar nada na noite. Homem que escreve “gostoza”. (Jesus, me abana!). Homem que chega com bafo de cerveja. Homem que não te ajuda a carregar uma sacola pesada. Homem que chama amiga pra tomarem vinho a sós na casa dele. E ainda tem aquele que canta sua melhor amiga.É!!! Pensa que tô exagerando?No tempo dos nossos avós, era diferente. Os homens eram verdadeiros cavalheiros. Mandavam flores. Abriam e fechavam a porta do carro. Não deixavam as mulheres fazer nenhum esforço físico. As mulheres eram tratadas como princesas. Hoje, as mulheres se sujeitam a tudo pra arrumar um marido. A mulher quis se igualar ao homem e acha que, para isso deve beber cerveja no gargalo, sentar de perna aberta, arrotar alto e dormir com um homem diferente em cada noite. Tomaram o caminho errado. A mulher precisou se rebaixar pra se igualar ao homem. Deixaram de ser as princesas que merecem ser tratadas como tais e começaram a assumir o papel que elas mesmas cobiçaram um dia: rachar conta de cinco reais, pagar motel, buscar e levar homem em casa. Ótimos exemplos de como a mulher se igualou ao homem.Em Belo Horizonte, esse papel que a mulher assumiu se tornou tão forte que os homens pararam de fazer qualquer esforço. Deixaram de ser os caçadores para se tornarem as caças. Aqui, são as mulheres que têm que seduzir o tempo todo. São elas que paqueram, que ligam, que pedem telefone, que dão em cima. E os caras? Meros observadores, frouxos, sem atitude, pois eles não sabem se colocar no papel que as mulheres deixaram pra eles: o de escolher.


P.S.: Esse texto não é uma obra de ficção. É apenas uma compilação de confissões trocadas em mesa de bar por amigas finas, que adoram champanhe e tiveram que aturar esses malas!






Amigas, estou solidária à causa, mas quem sabe nós mulheres começamos a nos valorizar mais?! Bjsss




Faces estas que se confrontam num espaço invulgar,
Rostos incompletos, distantes, lançados à sorte e ao azar.
Perversos, inconstantes, distorcidos, errantes,
Que por entre fios de cabelo negros desencontram olhares cessantes.
Criou-se um espaço onde não nos encontramos,
Onde não faz sentido coexistir com distorções perdidas.
Criou-se na procura a face da mentira e num espaço invulgar,
Todos aqueles minutos de inúmeras vidas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Hoje é dia do etcétera e tal..


Hoje deixo meus devaneios e venho com os etecéteras e tal tão prometidos.O que seriam eles, afinal?



São assuntos de toda natureza, tanto na área de arquitetura,decoração ( que adoro), leis que nem sabemos que existem e que nos beneficiam,assim como comidinhas gostosas e fáceis de fazer, lugares imperdíveis de conhecer, make up para o dia a dia, para festas, o que vestir, como se comportar,filmes, críticas...



Vamos lá, então à primeira novidade:Quem nunca usou o truque de amarrar uma linha no dedo para não esquecer de uma tarefa, compromisso ou atividade? A proposta do anel reminder, da oiti, é justamente essa. O inusitado fica por conta do material já que a linha é de ouro 18 quilates. Um luxinho só!
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E aquela menina(?) que chega aos 30 anos e quer sair de casa, ter seu cantinho, com sua cara.Mas o dinheiro é curto e não pode colocar aquele box de vidro temperado que tanto gostaria.Gente! quer coisa mais bonitinha que uma cortina plástica bem fashion ou uma banheira antiga que poderá levar esta mocinha a banhos intermináveis relaxantes, com sais, espumas, etc?


Pois aí vão algumas idéias ,com vários motivos 1-caso você for afixionada em computador,2- em cinema(não é do seu tempo e nem do meu, mas tem aquela do filme"Dançando na chuva") 3-ou a mais clássica que a primeira vista, parece uma cortina branca comum, com a sombra de uma árvore se projetando em sua superfície. Mas, olhando-se no detalhe, percebe-se que a sombra, na verdade, é uma delicada estampa e que a imagem é um efeito óptico composto integralmente por código ASCII .


E aquelas suas prediletas frases para a cortininha do banheiro?


Garanto que você vai curtir, economizar e suas amigas vão adorar!
















A cortininha aí é a contribuição da fabulosa Miranda July

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ANORÉXICA OU OBESA?

(não existiria um meio termo?)



Beth Ditto- ícone?

A questão dos padrões de beleza é assunto dos mais recorrentes na mídia. De temporada em temporada, estão lá as vozes revoltadas, clamando contra a ditadura da magreza, falando de anorexia, cobrando “atitudes”.
O visual puro-osso ainda é o top de linha das revistas de fofoca e o padrão Hollywood-cadavérico é o mais associado ao visual elegante (leia-se, aparência de mulher rica). As lipos já viraram carne de vaca: é possível parcelar o valor da cirurgia em até quatro anos, e as financiadoras oferecem opções para todos os graus de loucura. As mortes durante as cirurgias não parecem mais assustar.
A maioria das editoras de moda continua com aquela mesma velha equação furada de que só é possível usar roupas curtinhas, muito decotadas ou justas se o corpo estiver praticamente seco. Do contrário, a ousadia ganha rapidamente o rótulo de vulgaridade.
E assim caminham as descarnadas, prestes a botar o fígado e os intestinos em colapso ou a quebrar seus ossinhos no meio (sem contar que a falta de curvas resulta em corpos de aspecto torturado e em rostos ossudos e masculinizados, especialmente nas mulheres mais velhas).
Roupas de grifes de peso (é preciso ser bem leve para entrar nelas), milhares de livros de dietas, milhões de remédios (legais e ilegais) emagrecedores, tratamentos estéticos, cirurgias, etc. O mercado de moda e todos os seus parceiros não declarados, como a indústria farmacêutica, vêm fazendo a festa na área há tempos, sobretudo desde os anos 90. Cifras a dar com o pau: falamos aqui de bilhões de dólares.
À beira da saturação, o mercado, incluindo sua parcela dedicada aos produtos de moda, precisava começar a mudar a direção.
Quando o mercado impõe um padrão como digamos, a magreza extrema, já traz embutido nesse padrão o contra-padrão. E assim descobrimos, com cara de idiotas, que a crítica, que nós muitas vezes fazemos com intenções dignas e sinceras, já estava prevista pelos "donos da bola", desde o começo. Pencas de anúncios, cada vez mais disfarçados de conteúdo editorial, ícones da música pop (eles sempre serviram para disfarçar a caretice alheia) e a garota da capa...Beth Ditto. Ditto aparece sem roupa_
A capa foi recebida com aplausos. “Ai, a moda se rende às gordinhas e até às obesas”. "Ai, agora pode!". “Ai, a moda está ficando mais democrática, ai acabou a ditadura da magreza”. SERÁ?






Preta Gil com seu quilinhos a mais.------------------------
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Solidão Contente!




O que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas
Ivan Martins, editor-executivo de ÉPOCA


Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre “solidão feminina” com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas – e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente – e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
“Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa”, disse a prima. “Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas”.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior – com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando – senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa – desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.(o grifo é meu)
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"O destino decide quem entra na minha vida. Minha atitude decide quem fica." Martha Medeiros.

domingo, 25 de julho de 2010









FILME IMPERDÍVEL....



· Lília Cabral (Mercedes)


. José Mayer (Gustavo)
· Alexandra Richter (Mônica)
· Cauã Reymond (Murilo)


. Reynaldo Gianecchini (Theo)
· Eduardo Lago (Carlos Ernesto)
· Paulo Gustavo (René)
· Elias Gleiser (Agenor)
· Antônio Pedro (Tio de Gustavo)
· Vera Mancini (Hillary)
· Helena Fernandes (Shirlene)
· Duda Mamberti (Padre)
· Julianne Trevisol (Ju)
· Johnny Massaro
· (Filho de Mercedes)
· César Cardareiro (Filho de Mercedes)






Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada e como muitos casamentos nesta fase , desprovido de qualquer interesse novo.


Um dia ela resolve, por curiosidade, procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia de si mesma e suas fantasias nunca realizadas e a relação com o marido Gustavo (José Mayer) começa a entrar em crise.Tem a amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la.
Qualquer mulher que já fez terapia, ou que passou por um casamento morno irá dar muitas risadas no enredo triste(todo casamento que acaba é triste) que é transformado em comédia.Quando ela vê seu poder de sedução com rapazes bem mais jovens, a adrenalina vai a mil e tem uma cena hilária onde ela vai ao seu coiffeur e diz ao sentar na cadeira, entusiasmadíssima:"REPICA...REPICA".


Outra cena impagável é ela e a amiga indo a balada, onde encontra um ex e ela imita que está se divertindo quando na realidade deu um mau jeito e ficou "descaderada" .


Os diálogos são extremamente verdadeiros em situações de separação, as mágoas, as dúvidas, tudo posto no ventilador de maneira honesta e engraçada, mas nem por isto menos dramática.


Esta é minha opinião pessoal e recomendo!

Dicas de Moda - Por Arnaldo Jabor



Algumas coisas que as mulheres devem saber que são tristes de usar. Com isso, e pela importância que dou ao sexo feminino, decidi fazer uma pequena listinha de coisas que simplesmente algumas mulheres deveriam repensar antes de usar (caso uma mera opinião masculina importe).É triste mulher: 1) Usar esmalte com uma florzinha (ou estrelinha) em uma das unhas combinado com a outra mão (no pé já é caso de internação).
2) Salto de acrílico (a não ser que vá fazer um filme pornô ou agradar o namorado fetichista). Sapato branco também é de lascar.(a menos que você seja enfermeira....) Bota Frankstein, aquela do plataformão preto. Nem Mortícia Adams teve coragem de usar... E, sandália com plataforma de madeira entalhada. Essa dispensa qualquer comentário
3) Lente de contato colorida. Essa é uma das tenebrosas campeãs.Além de dar uma enorme vontade de lacrimejar de aflição (para quem está de frente com o ser), parece que estamos diante de uma personagem do próximo filme do X-Men..
4) Meia-calça cor da pele, tipo Kendall para o inverno (a não ser que tenha mais de setenta anos ou use debaixo da calça em caso de frio extremo). Em hipótese nenhuma deve ser usada com saia e sandália aberta.
5) Calça justa demais, que aperte as partes íntimas (fica parecendo uma pata de camelo). Calça de cintura baixa com aquelas gordurinhas sobrando para os lados e..... cofrinho aparecendo... . Não obrigue os outros a ter que ver isso!
6) Descolorir os (muitos) pelos da barriga, o famoso 'caminho da felicidade'. Melhor depilar, caso contrário é melhor procurar um namorado que tenha colocado blondor no bigodinho. Farão um lindo par
7) Unha do pé grande, maior do que onde termina o dedo, além de ficar muito feio pode ser um perigo fazendo 'carinho' com o pé, no marido ou namorado. Se estiver solteira, vá à praia de meia.
8) Calça jeans com muitas aplicações (rosas coloridas, tachas, strass, etc.). Tudo em exagero polui o visual e esse tipo de calça tem muita informação. Usada junto com o item 2 é uma das piores composições. Se pretende sacanear algum namorado (ou ex), chame o para jantar ou dançar, e vá assim.
9) Perfume Paris, do Yves Saint Laurent. Se não estiver na terceira idade não tem desculpa. As pessoas ao redor não merecem isso e nem todo mundo carrega Neosaldina na bolsa. Usar no verão então, é sadismo.
10) Calça legging com tamanco de madeira. Se você não estiver numa refilmagem de 'Grease nos tempos da brilhantina', use outra maneira de chamar a atenção. Há outras (e muito melhores) maneiras de um cara te achar gostosa.
E OS HOMENS????????(rosinha prá elas e azul prá eles partiu de quem vos fala aqui..)
O que os homens nunca deveriam usar - ou ter usado:Na coluna passada, brinquei com o meu ponto de vista, sobre o que as mulheres não deveriam usar - pois era sofrível.. Foram dezenas de e-mails concordando, mas pedindo para o colunista fazer a mesmíssima coluna, porém sobre os equívocos masculinos. Já tinha isso em mente e aí vai a minha lista para meus queridos leitores. Acho abominável que um homem envergonhe (no sentido estético) a classe masculinausando:
1) O trio mais famoso do que o do McDonalds: pochete, bermuda jeans e sandália papete. Se vier acompanhado do celular (na capinha) na cintura então. É caso para fingir que não conhece..
2) Blazer com gola rolê por dentro. É o figurino preferido de 10 em cada 10 novos cabeleireiros recém bem-sucedidos na cidade. Esse tipo acha esse conjunto o uniforme da 'elegância'.
Geralmente abrem salão na cidade com os nomes de Roberto's Coiffeur, Cabral's, Antonio's e por aí vai.
3) Sapato social de 'franjinha' (aquele detalhe de penduricalho em cima). Se for curto a ponto de aparecer a meia branca por baixo, a coisa beira a piedade. Esse tipo fica ótimo num dublador de Michael Jackson cantando 'Billie Jean' no Largo da Carioca.
4) Calça de cintura alta, a chamada 'Saintropeito'. Cuidado com os testículos! Eles não têm culpa se você se veste mal. Gerentes de churrascaria rodízio costumam adotar esse visual acompanhado de uma vistosa camisa vermelha de seda javanesa. Correntão de ouro e pulseira de ouro é melhor esquecer. Deixe para o bicheiros.
5) Perfume KOUROS (Yves Saint Laurent) ou NATURA. Num acampamento pode ser usado como repelente (pena dos seus companheiros de viagem). Um cara que usa esse perfume se torna inesquecível.. O trauma nas pessoas ao redor é irreversível.
6) Essa vai doer em muito 'Maurício' mas é a minha opinião: Casaquinho de lã jogado nas costas e amarrado na frente. Esse visual geralmente vem acompanhado de um cabelo arrumado pela mamãe a ' La Roberto Justus '. Tem solução, mas tem que ser mudado ainda na infância ou no máxi mo adolescência. Depois fica difícil.7) Unha suja (e sem cortar). Se você não for o mecânico Pascoal da novela 'Belíssima', pode ter certeza que brochará sua namorada ou pretendente. Caso seja bonito como o Gianechinni, ela será somente um pouco mais tolerante, entretanto, irá pedir para limpá-las assim que acabar a noite de fetiche com um desleixado. Não esqueça também de aparar aqueles pelinhos horríveis que por ventura saiam do nariz ou da orelha - em nome da higiene, please!!!!
8) Base incolor na unha. Triste amigo. Só limpar e cortar já é suficiente. Cuidado se tem esse hábito, pois daqui a pouco estará pedindo 'francesinha' no salão.
9) Fazer sobrancelha. Se for tirar um fio maior, ok. Agora, se for limpar e afinar nas extremidades, é melhor to mar cuidado. Daí para usar rímel e delineador é um pulo. Não estranhe se vier uma vontade incontrolável de chamar um amigo de infância para assistir 'Brokeback Mountain' comendo pipoca light.
10) Cueca furadinha tipo antiga Adams de cor (vermelha, amarela, marrom etc.). Amigo, por favor, treine tirar a calça puxando a cueca junto. Nenhuma mulher no mundo agüenta esse choque visual. Se ela vir a sua cueca é provável que você fique na mão (literalmente) Esqueça também a sunga branca na praia. Nem precisa explicar...
Me permitam gargalhar..kkkkkkkkkkkkk(sou eu....)
Perfeito Arnaldo!Qualquer mulher de bom gôsto adere a tua listinha rosa e quer bem longe homens que pequem em algum dos ítens da listinha azul!

ENQUETE!

A ESCOLHA DAS MULHERES
Se pegou babando por Javier Bardem ou Antonio Banderas? Não é pra menos.
Os melhores amantes do mundo são os homens espanhóis diz pesquisa. Os brasileiros ficaram com a vice liderança da lista, feita com depoimento de 15 mil mulheres de 20 países pelo site OnePoll.
Italianos, franceses e irlandeses completam as primeiras posições.
Já a lista dos piores é encabeçada por alemães, ingleses, suecos, holandeses e norte-americanos. Confiram:
Melhores

1. Espanhóis
2. Brasileiros
3. Italianos
4. Franceses
5. Irlandeses6.
Sul-africanos
7. Australianos
8. Neozelandeses
9. Dinamarqueses
10. Canadenses
Piores

1. Alemães (mal cheirosos)
2. Ingleses (preguiçosos)
3. Suecos (muito rápidos)
4. Holandeses (muito dominadores)
5. Norte-americanos (rudes)
6. Gregos (piegas)
7. Gauleses (egoístas)
8. Escoceses (muito barulhentos)
9. Turcos (suados)
10. Russos (peludos)
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Beijo em pé (como fez o Casillas)

Uma vez, almocei com duas amigas mineiras, ambas casadas há bastante tempo, veteranas em bodas de prata, e ainda bem felizes com seus respectivos. Falávamos das dificuldades e das alegrias dos relacionamentos longos. Até que uma delas fez uma observação curiosa. Disse ela que não tinha do que reclamar, porém sentia muita falta de beijo em pé.
Como assim, beijo em pé?
Depois de um tempo de convívio, explicou ela, o casal não troca mais um beijo apaixonado na cozinha, no corredor do apartamento, no meio de uma festa. É só bitoquinha quando chega em casa ou quando sai, mas beijo mesmo, “aquele”, acontece apenas quando deitados, ao dar início às preliminares. Beijo avulso, de repente, sem promessa de sexo, ou seja, um beijaço em pé, esquece.
E rimos, claro, porque quem não se diverte perdeu a viagem.
Faz tempo que aconteceu essa conversa, mas até hoje lembro da Lucia (autora da tese) quando vejo um casal se beijando na pista de um show, no saguão de um aeroporto ou na beira da praia. Penso: olha ali o famoso beijo em pé da Lucia. Não devem ser casados. Se forem, chegaram ontem da lua de mel.
Há quem considere o beijo – não o selinho, o beijo! – uma manifestação muito íntima e imprópria para lugares públicos. Depende, depende. Não há regras rígidas sobre o assunto, tudo é uma questão de adequação. Saindo de um restaurante, abraçados, caminhando na rua em direção ao carro, você abre a porta para sua esposa (sim, sua esposa há uns bons 20 anos) e taca-lhe um beijo antes que ela se acomode no assento. Por que não?
Porque ela vai querer coisa e você está cansado. Ai, não me diga que estou lendo seus pensamentos.
O beijo entre namorados, a qualquer momento do dia ou da noite, enquanto um lava a louça e o outro seca, por exemplo, é um ato de desejo instantâneo, uma afirmação do amor sem hora marcada. No entanto, o tempo passa, o casal se acomoda e o hábito cai no ridículo: imagina ficar se beijando assim, no mais, em plena segunda-feira, com tanto pepino pra resolver. Ninguém é mais criança.
Pode ser. Mas que gracinha de criança foi o goleiro Casillas ao interromper a entrevista da namorada e tacar-lhe um beijo sem avisoo, um beijo emocionado, um beijo à vista do mundo, um beijo em pé. Naquele instante, suspiraram todas as garotas do planeta, e as nem tão garotas assim. E os homens se sentiram bem representados pela virilidade do campeão. Pois então: que repitam o gesto em casa, e não venham argumentar que não somos nenhuma Sara Carbonero. Isso não é desculpa.(Martha Medeiros)
Bons sonhos ...que amanhã é segunda feira e começa tudo de novo!

Kisses




Chico Buarque - O Meu Amor

Al Pacino - Scent of a Woman



Devaneios de um domingo sem sol...




A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida.
Milton Nascimento e Fernando Brant


Em cada despedida existe a imagem da morte.
George Eliott

Existem duas dores de amor:A primeira é quando a relação termina e a gente,seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,já que ainda estamos tão embrulhados na dorque não conseguimos ver luz no fim do túnel.A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,a dor de virar desimportante para o ser amado.Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.É que, sem se darem conta, não querem se desprender.Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância,mas que precisa também sair de dentro da gente… E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros


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E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus. A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
(Rubem Braga)


Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.
Mário Quintana








sábado, 24 de julho de 2010

Decoração em letras
Palavras e frases pintadas à tinta ou montadas com adesivos nas paredes, bordados com textos em tecidos e outros objetos em forma de letras decoram a casa com criatividade e bom humor

Li há pouco em uma revista esta déia sensacional, que penso eu, personaliza seu ambiente já que as frases ficam a seu critério e a sua escolha mostrará muito do que sente ou de sua personalidade.Poderão fazer parte de sua sala, quarto, até em forma de lousa na cozinha, onde suas visitas poderão deixar recados carinhosos para você ou servir como lembretes do que precisa fazer no dia.Seja criativa!
Uma piada séria!rsrs
Um sujeito entra num boteco novinho, todo hi-tech, e pede uma bebidinha.O barman é um robô, que serve um cocktail perfeito e pergunta: - Qual é o seu QI?O homem responde:- Uns 150.Então o robô inicia uma conversa sobre aquecimento global,espiritualidade universal, física quântica, interdependênciaambiental, teoria das cordas, nanotecnologia, e por aí afora....O cara ficou impressionado, e resolveu testar o robô.Saiu,.... deu uma volta e retornou ao balcão.Novamente o robô pergunta:- Qual é o seu QI?O homem responde:- Deve ser uns 100.Imediatamente o robô lhe serve um uisquinho e começa a falar, agorasobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas,armas,corpo de mulher, e outros assuntos semelhantes.............O sujeito ficou abismado.Sai do bar,.... para pensar.... e resolve voltar e fazer mais um teste.Novamente o robô lhe faz a pergunta:- Qual é o seu QI?O homem dá uma disfarçada e responde:- Uns 20, eu acho!!!!!Então o robô lhe serve uma cachaça, se inclina no balcão e diz pausadamente:
- E aí, mermão,..... vamu votá na DILMA??????
Agora fui de verdade.Beijos...............

BOA NOITE!


Um fim se semana maravilhoso para todos!





Estava aqui twitando e encontrei um texto que quero repassar prá voces, que é imperdível pelo espírito crítico, em função da grande campanha sobre drogas que está se fazendo no país e principalmente aqui no RGS .O autor se chama Vitor Trucco.






Depoimento emocionado de Vitor Trucco sobre sua experiência com as drogas:

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de: "Experimenta, depois, quando você quiser, é só parar...". E eu, ingênuo que era, fui na dele.Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo". Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais frequente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi:- "Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano." Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais. Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba". Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela!Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais... Comecei a frequentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa.Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo.Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos, fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rima miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir.Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saía a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos". Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa. Hoje estou internado em uma clínica.Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo Mozart e Bach.Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:

1. Não ligue a TV no Domingo a tarde;
2. Não escute nada que venha de Goiânia ou do Interior de São Paulo;
3. Não entre em carros com adesivos "Fui ... ";
4. Se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito foi ao programa da Hebe ou se apareceu no Sabadão do Gugu;
5. Mulheres gritando histericamente é outro indício;
6. Não compre nenhum CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;
7. Não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados;
8. Não compre nenhum CD que a capa tenha nuvens ao fundo;
9. Não compre qualquer CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil;
10. Não escute nada que o autor não obedeça a uma mínima concordância verbal.

E principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela! Eu sei que você consegue!

Não é o máximo?

Bem, agora o contra-ponto.O que está se ouvindo de música boa nas rádios, nas baladas?

As 5 músicas mais tocadas do momento em rádios:

1 – Lady Gaga: Bad Romance
2 – Mariah Carey: I Want To Know What Love Is
3 – Black Eyed Peas: Meet Me Halfway
4 – Rihanna: Russian Roulette
5 – Beyoncé: Sweet Dreams

As 10 músicas mais tocadas nas baladas até o momento:

1. Bad Romance – Lady Gaga
2. Video Phone – Beyonce, feat. Lady Gaga3.
3 – Britney Spears
4. Gypsy – Shakira
5. One Time – Justin Bieber
6. Stereo love – Edward Maya feat. Alicia
7. One Love – David Guetta ft. Estelle
8. Sexy Bitch – David Guetta ft. Akon
9. When Love Takes Over – David Guetta ft. Kelly Rowland
10. I Gotta Feeling – Black Eyed Peas

Aproveitem e procurem escutar música boa e não tenha uma recaída neste fim de semana!

Kisses

sexta-feira, 23 de julho de 2010














Boa noite!
Como hoje tivemos um lindo dia de sol aqui em Poa, não compareci ao computador pela manhã mas aqui está , um pouco tarde,quem vos fala, batendo o relógio ponto.



Assisti ao filme "O Escritor Fantasma" útimo longa de Roman Polanski, que ganhou o Urso de Prata (melhor direção) no Festival de Berlim de 2010 e do qual sou fã!
O título refere-se ao ghostwriter: aquele que, apesar de escrever o texto, não o assina e fica oculto.
No longa, o escritor interpretado por Ewan McGregor é o “fantasma” do primeiro-ministro britânico Adam Lang (Pierce Brosnan), que deseja produzir uma autobiografia de sua carreira política. O roteiro baseia-se num romance de mistério de Robert Harris, que co-escreveu com Polanski o roteiro. Sem ser nomeado na história, o Fantasma/McGregor é convocado de última hora para substituir o ghostwriter anterior, morto em circunstâncias suspeitas quando terminava a “autobiografia” de Lang. Obviamente as coisas vão se complicar para o novo redator. Desse argumento simples, parte um thriller repleto de suspense e ação.Como comentário político, o filme expõe ligações mais ou menos ocultas por trás do discurso da guerra ao terror. Denuncia o enlace de bastidores entre os governos, órgãos de inteligência e institutos de pesquisa e ativismo que cimentaram a aliança unha-e-carne entre a política externa dos EUA/Bush e do Reino Unido/Blair.
Lang/Brosnan representa o ex-premiê Tony Blair, mas no filme também aparecem “disfarçados” outros políticos ingleses como Condeleeza Rice, a CIA, o Instituto Claremont e até a Haliburton .Vale conferir!


FRASE DO DIA: O analfabetismo no Brasil é tão preocupante, que até em prova de assinalar com "X", tem gente preenchendo com "Ch"!




Um pouco de cultura inútil sobre novelas da Globo:



Quando Gemma em Passione chama a Chiara de (esquifosa) ela está dizendo em italiano o adjetivo schifósa que quer dizer: nojenta, repugnante,suja.

Pode ser cultura inútil mas tem gente que pensa que é prostituta, mulher da vida, etc..

Voces já imaginaram como ela é meiga de ouvir da cunhada todo o dia esta bendita palavra e nunca reagir a altura?A morte "ocasional" de Totó se aproxima...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

UM POUCO DE MIM...


Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera e chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente.

Meu lado ácido,agora, no que se refere a Passione, novela da 21 hs (famosa novela das 8-20hs)

Voces já notaram que além daquele amontoado de pêlos do "mocinho-velhinho" de Passione-com o infeliz nome de Totó, temos ainda que aguentar o eterno cabelo despenteado (pelos ventos da Toscana?) e seborréico do ator?Logo na Itália onde os shampoos mais eficientes são nacionais?Pergunta que fica no ar:

-Será que a irmãzinha Gemma não se importa com os cabelos do mano ou até sua mulherzinha servil e dedicada? - seria um bom motivo para mais uma briga entre as duas com direito a quebrar todo banheiro da casa ao discutirem a marca de shampoo que o Totó deveria usar.

Outra pergunta que não encontro resposta:

-Onde será que a Clara (Chiara) tem retocado suas mechas que estão constantemente em dia naquele lugar distante da civilização?rs

Voces me respondam...
Toscana, devaneios etcetera e tal..

Uma amiga que está viajando agora pelo interior da Europa, me envia por e-mail um projeto interessantísimo (fomos colega no Direito da Puc mas ela sabe que eu adoro decoração e arquitetura) de uma adega de vinhos.Olhem as fotos.








Não é um espetáculo?

Entre a Itália e a Áustria há uma parte dos alpes chamada Semmering. É uma região de montanhas muito ingrimes e altas. Assentaram trilhos nessa parte dos alpes para ligar Viena e Veneza... assentaram os trilhos antes mesmo que houvesse trem para percorrer o trajeto. Construiram porque sabiam que um dia o trem chegaria. Eu tenho fé de que um dia o trem chegue nos trilhos que eu (ainda) estou construindo.



Bom dia!


Parece que a chuva deu uma trégua aos gaúchos, mas em função dela estamos curtindo mais DVDs em casa.Revi ontem um filme imperdível, talvez porque a novela das 20 horas( que é as 21 hs- coisas do Brasil) parte gravada na Toscana, me fez relembrar de um filme que vi no cinema há um tempo atrás:"Sob o sol de Toscana"
titulo original: (Under the Tuscan Sun)
lançamento: 2003 (EUA)
direção: Audrey Wells
atores: Diane Lane , Raoul Bova , Sandra Oh , Vincent Riotta , Dan Bucatinsky


Frances Mayes (Diane Lane) é uma bem sucedida escritora que leva uma vida feliz em San Francisco, até que se divorcia de seu marido. Sua melhor amiga a presenteia, então, com uma excursão de 10 dias pela Toscana para afastá-la da tristeza.Envolvida pelo encanto e romantismo do lugar ela decide mudar radicalmente de vida e compra uma chácara abandonada há mais de 30 anos, em péssimo estado de conservação, no lugar chamado Bramasole, que significa "algo que anseia pelo sol" para descansar e poder terminar em paz seu novo texto.

O filme, é uma adaptação livre do bestseller, já que apanha a essência do livro mas altera fatos e personagens. Dirigido por Audrey Wells, também responsável pelo roteiro, o longa fala sobre a esperança da segunda chance na vida de uma mulher, Frances Mayers, interpretada por Diane Lane (Infidelidade, 2002) - cujo papel lhe rendeu a indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz em longa-metragem musical ou comédia.
Belas locações, elenco italiano e diversas referências ao cinema de Federico Fellini remetem à idéia de que o filme presta uma homenagem à Itália. Num lugar onde as pessoas preservam suas tradições e a vida segue um ritmo tranqüilo, Frances vai deixando transparecer sua descoberta de que a felicidade está nas coisas simples e nas sinceras relações de amizade.